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domingo, 15 de setembro de 2024


 OS SUPER-HERÓIS DE ONTEM 

E OS DE HOJE

Os super-heróis de ontem e os de hoje refletem as mudanças culturais e sociais de suas épocas, e uma analogia interessante pode ser feita comparando suas características e valores.

Super-heróis de Ontem:

Os heróis clássicos, como Superman, Batman e Mulher-Maravilha, surgiram em uma época de grandes crises, como a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Eles eram frequentemente representados como figuras idealizadas, com uma forte distinção entre o bem e o mal. Eram personagens quase perfeitos, que personificavam virtudes absolutas como justiça, coragem e moralidade. Suas histórias muitas vezes tinham um tom de esperança e patriotismo, com uma mensagem clara de que o bem sempre venceria o mal.

Analogias:

- Mitos antigos: Assim como os deuses da mitologia grega ou romana, os heróis de ontem eram maiores que a vida, quase invulneráveis e modelos de virtude.
- Líderes morais: Eram como figuras heróicas históricas (como George Washington ou Abraham Lincoln), que representavam a moralidade de forma clara, sem grandes ambiguidades.

 Super-heróis de Hoje:

Os heróis contemporâneos, como Deadpool, Wolverine e os personagens de "The Boys", tendem a ser muito mais complexos, com falhas, dilemas morais e comportamentos ambíguos. A linha entre o herói e o vilão é mais difusa, e muitos super-heróis modernos lutam contra traumas pessoais, conflitos internos e a responsabilidade de seus poderes. Eles refletem uma era de incerteza e complexidade, em que questões como corrupção, moralidade relativa e a luta por identidade têm mais destaque.

Analogias:

- Anti-heróis: Muitos super-heróis de hoje se assemelham aos protagonistas dos filmes noir ou westerns revisionistas, que eram moralmente ambíguos e frequentemente lutavam contra um mundo injusto ou corrupto.
- Heróis cotidianos: Em vez de figuras imaculadas, os heróis atuais são mais como pessoas comuns que enfrentam problemas reais, como depressão, solidão e perda de identidade, tornando-os mais parecidos com indivíduos da vida real, que tentam fazer o bem em um mundo imperfeito.

OS MÚSCULOS NA COTRAMÃO DA LÓGICA

Os super-heróis dos dias atuais, que são apresentados ao público, nos cinemas, tv's e gibis, estão extremamente  bombados e anabolizados, se bem que, nos gibis, dependendo dos criadores, músculos ao extremo também era uma temática constante. Mas na onda contemporânea dos multiversos, nem sempre a musculatura avantajada condiz com a lógica da própria existência da personagem. Vamos usar como evidência o Superman: qual a razão para que este super-herói  seja construído de forma tão artificial e estilizado, além de bombadaço ainda o fazem usar uma indumentária cheia de almofadas pra deixar ainda mais exagerado o seu biotipo se, como todo o universo é sabedor, os seus poderes são inerentes a sua própria existência, ou seja, eles existem desde a sua origem, está em seu  DNA. Então, logicamente, não faz sentido ele usar anabolizantes e bombas. Não é razoável, não é lógico, mesmo se tratando de tantos universos e terras infinitas.
Já o Batman, este sim, é o único super-herói que não tem super poderes, então nesse caso se justifica que ele tenha muitos músculos para que tenha força bruta, e seja treinado em várias artes marciais para fazer frente aos seus adversários do submundo do crime em Gotham City. O Batman precisa ser um super atleta, e ainda contar com todos aqueles seus dispositivos tecnológicos para combater o crime.
Mas, infelizmente, nessa contramão da lógica, o Batman é a exceção. Todos os super-heróis com seus super poderes não necessitariam de ter tantos músculos. Mas alguns podem justificar que plasticamente fica bonito e impactante - impactante com certeza, bonito, porém, talvez não seja um consenso.

 Conclusão:

Enquanto os super-heróis de ontem eram símbolos de esperança e moralidade clara, os de hoje refletem as complexidades e incertezas do mundo contemporâneo, lidando com questões mais profundas e mostrando que até os heróis têm falhas. Assim, se antes os super-heróis eram os deuses que admirávamos, hoje são os seres humanos com quem nos identificamos.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

JOHNNY WEISSMÜLLER


1922: Nadador Johnny Weissmüller,
o "Tarzan", bate recorde mundial

Em 9 de julho de 1922, o nadador norte-americano Johnny Weissmüller bate o recorde mundial dos 100 metros nado livre. Anos mais tarde ele ficaria conhecido pelo papel de Tarzan, no cinema.
                                           
   Johnny Weissmüller, Tarzan
Johnny Weissmüller tornou-se célebre como o homem da floresta com o grito lendário. Nascido na hoje Romênia (em território que na época pertencia à Alemanha) em 1904, seus pais emigraram para os Estados Unidos quando ainda era bebê.
No dia 9 de julho de 1922, Weismüller mergulhou na piscina de Alameda, na Califórnia, para cumprir os 100 metros no sensacional tempo de 58,6s. Também nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, ele repetiu a façanha e levou três medalhas de ouro.
                                               
  Imbatível como nadador
Quatro anos depois, em Amsterdã, voltou a ganhar duas provas. Durante dez anos, até 1929, fim de sua carreira como amador, o nadador norte-americano foi imbatível no estilo nado livre em provas entre 50 jardas e meia milha. Ao todo, seu nome aparece 67 vezes na lista de recordes.
A partir de 1932, passou a ser conhecido como Tarzan. Com 1,95 metro de altura e 100 quilos de peso, Weissmüller não passou despercebido a um roteirista da MGM na piscina de um hotel em Hollywood.

Carreira no cinema
Ao lado de Maureen O'Sullivan, como Jane, iniciou a carreira cinematográfica. Para melhor comercializar o novo astro, a MGM pagou 10 mil dólares à esposa de Weissmüller para que se divorciassem. Um galã solteiro faria mais sucesso.
O famoso grito que o tornou célebre foi inspirado no jodel, tradicional canto tirolês. Sua figura é cercada por muitas histórias. Uma delas é que, em 1959, durante a Revolução Cubana, o ator e alguns amigos foram cercados por um grupo armado enquanto jogavam golfe. Graças ao seu famoso grito, foi reconhecido pelos rebeldes e escoltado para um local seguro.
A carreira de Weissmüller encerrou-se em 1955, depois da filmagem de 12 filmes como Tarzan e uma série de 16 capítulos como Jim das Selvas. Ele faleceu em 20 de janeiro de 1984, aos 79 anos, depois de vários casamentos fracassados, negócios mal-sucedidos e uma série de derrames cerebrais. Sua sepultura, em Acapulco, no México, traz somente a frase "Johnny Weissmüller, Tarzan".

terça-feira, 2 de junho de 2015



O PRIMEIRO OSCAR


1929: Primeiro Oscar
No dia 16 de maio de 1929, a Academia de Arte Cinematográfica e Ciências, criada dois anos antes, concede num hotel em Hollywood, pela primeira vez, prêmios aos melhores filmes.

O Prêmio da Academia foi criado a 11 de maio de 1927, num banquete da recém-criada Academy of Motion Pictures Arts and Sciences. A ideia de agraciar os destaques do cinema com um prêmio foi de Louis Mayer, então presidente dos estúdios Metro-Goldwyn-Mayer (MGM).
A estatueta, mais tarde batizada de Oscar, foi criada por Cedric Gibbons, diretor de arte da MGM. Ela representa um cavaleiro com uma espada, de pé sobre um rolo de filme. As cinco divisões do rolo simbolizavam as cinco categorias em que o prêmio era distribuído: atores, diretores, produtores, técnicos e roteiristas.
Em 1928, a estatueta foi fundida em bronze pelo escultor George Stanley e revestida com uma fina camada de ouro. Desde 1930, no entanto, sua produção ficou um pouco mais elaborada, sendo inicialmente fundida em metal bretanha, depois cobre, seguido de níquel e prata. Cada etapa é seguida de um polimento especial, até finalmente o revestimento com a fina camada de ouro.

Prêmios incomuns
Ao longo da história, entretanto, também foram distribuídos alguns prêmios incomuns. Como os de Edgar Bergen, em 1937, que recebeu uma estatueta de madeira com queixo móvel, e Walt Disney, que em 1938 levou um Oscar com sete miniaturas, para Branca de neve e os Sete Anões. Durante a Segunda Guerra Mundial, o cobiçado prêmio foi entregue em gesso aos agraciados, que puderam trocá-lo pelo original em metal depois do final do conflito.
Oficialmente, o Oscar chama-se The Academy Award of Merit. Seu apelido surgiu em meados da década de 30. A versão mais divulgada é que a então secretária da Academia, Margaret Herrick, teria dito ao ver a estatueta pela primeira vez: "Mas parece com meu tio Oscar".
A primeira cerimônia de entrega do prêmio aconteceu durante um banquete no Hollywood Roosevelt Hotel, dia 16 de maio de 1929, quando o filme sonoro ainda engatinhava. 250 membros da academia pagaram 10 dólares para participar da festa. O júri de cinco pessoas decidiu sobre os 15 Oscars: o melhor ator foi o alemão Emil Jannings, pela sua participação em The Way of All Flesh.
Nos primórdios do Oscar, a lista dos vencedores era dada à imprensa de antemão, que só podia publicar a lista às 23 horas. Quando, em 1940, um jornal de Los Angeles furou a divulgação, foi introduzido o sistema dos envelopes lacrados.
No começo, eram concedidos dois prêmios aos melhores atores e atrizes, e um Oscar para o melhor filme, melhor diretor, melhor roteirista, câmera e direção de arte. Além disso, já na primeira edição, em 1929, foram concedidos prêmios especiais à Warner Brothers pela produção do primeiro filme sonoro e para Charlie Chaplin pelo Circo.