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POR ONDE ANDAS,
CLINT EASTWOOD, LEE VAN CLEEF
E ELI WALLACH?
OS PRINCIPAIS PROTAGONISTAS DO
FILME TRÊS HOMENS EM CONFLITO DE 1968
Clint Eastwood nasceu em 31 de maio de 1930, em São Francisco, Califórnia, EUA.
Antes Depois
Lee Van Cleef
- Nascimento: 9 de janeiro de 1925, Somerville, Nova Jersey, EUA.
- Morte: 16 de dezembro de 1989, Oxnard, Califórnia, EUA (aos 64 anos, devido a um ataque cardíaco).
Eli Wallach
- Nascimento: 7 de dezembro de 1915, Brooklyn, Nova York, EUA.
- Morte: 24 de junho de 2014, Nova York, Nova York, EUA (aos 98 anos, por causas naturais).
Os três protagonistas do filme *Três Homens em Conflito* (*The Good, the Bad and the Ugly*, 1966), um clássico do gênero faroeste dirigido por Sergio Leone, são interpretados por Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach. Cada um deles desempenha um papel icônico que contribuiu para o sucesso e a longevidade do filme no cinema mundial.
*Clint Eastwood (O Bom - Blondie)
Clint Eastwood, no papel de "Blondie" (também conhecido como *O Bom*), é um pistoleiro solitário e habilidoso que tem um forte senso de justiça, embora opere dentro da moral ambígua do Velho Oeste. Eastwood já era conhecido por seus papéis em outros filmes de faroeste e solidificou sua carreira como um ícone do gênero com sua interpretação lacônica, fria e calculada. Após este filme, ele se tornou um dos maiores astros do cinema, trabalhando também como diretor e produtor.
* Lee Van Cleef (O Mau - Sentenza)
Lee Van Cleef interpreta "Sentenza" (*O Mau*), um caçador de recompensas implacável e cruel, motivado principalmente pelo dinheiro e pelo poder. Seu personagem representa a frieza e a brutalidade do Oeste, e sua presença ameaçadora fez dele um vilão memorável no cinema. Van Cleef já havia aparecido em papéis secundários em faroestes, mas com esse filme, ele conquistou uma grande reputação como antagonista em várias produções do gênero.
* Eli Wallach (O Feio - Tuco)
Eli Wallach, como "Tuco" (*O Feio*), é o personagem mais carismático e imprevisível do trio. Ele é um bandido trapaceiro, oportunista e, ao mesmo tempo, cheio de humor, o que traz uma leveza ao filme em meio à violência. Embora seja visto como *O Feio* por suas ações e sua falta de ética, Tuco tem momentos de vulnerabilidade que tornam o personagem complexo. Wallach era um ator versátil de teatro e cinema, e sua performance em *Três Homens em Conflito* é considerada uma de suas mais icônicas.
Juntos, esses três personagens formam o núcleo de um dos mais influentes e reverenciados filmes de faroeste de todos os tempos. A direção de Sergio Leone e a trilha sonora de Ennio Morricone também são elementos essenciais que contribuíram para o status lendário do filme.
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Antes Depois
POR ONDE ANDAS,
SCOTT BAKULA?
O ator Scott Bakula pertence a uma safra recente de
atores versáteis, que são capazes de interpretar personagens diversos e
mercantes, mas não ficam marcados por nenhum deles. Scott foi o Dr. Sam
Beckett na série Contratempos (Quantum Leap) e o primeiro capitão da
Enterprise, Jonathan Archer, na série Enterprise (2001/05) da franquia
Jornada nas Estrelas.
Scott Stewart Bakula nasceu no Missouri (EUA) em 1954 e
veio de uma família musical. No colégio, montou uma banda de rock com canções
escritas por ele. Estudou direito em Kansas e trabalhou muito tempo na
Orquestra Sinfônica de St. Louis, no Missouri.
Foi numa das excursões da orquestra em Nova York, em
1976, que Bakula participou de uma audição para um papel na peça Shenandoah,
que acabou ficando em cartaz na Broadway muitos meses.
Em 1986, os estúdios Disney procuravam uma cara nova
para estrelar uma nova série de ficção científica para a tevê e acabaram por
escolher Bakula para o papel principal. Mas, a série, intitulada I-Man,
não foi aprovada e teve apenas seu episódio-piloto produzido e exibido como um
filme na tevê e lançado em VHS (no Brasil, o piloto foi exibido pelo SBT e o
vídeo VHS também chegou a ser lançado).
De uma forma ou de outra, o filme acabou sendo sua
estreia de Bakula na televisão. Após, o ator faria muitas participações na
telinha, até que surgiu a oportunidade de interpretar o Dr. Sam Beckett na
série Contratempos, de 1989 a 1993. Além de atuar em Contratempos, Bakula
também cantou várias músicas na série, que entraram na trilha da série, lançada
em CD. Bakula também expandiu seus horizontes no ramo da direção, pelo que ficou
responsável em alguns episódios da série.
Com o fim de Contratempos, em 1993, o ator alternou
seus trabalhos entre ator de seriados, produtor e diretor de tevê.
Em 2001, uma nova série da franquia Jornada nas
Estrelas estava para ser lançada. Os produtores executivos da Paramount Studios
trabalharam com Scott no Universal, o estúdio que produziu Contratempos, e o
convidaram para o papel principal, o primeiro capitão da Enterprise, Jonathan
Archer. A série Enterprise durou quatro temporadas e, após o término, Bakula
voltou a produzir e atuar em séries de tevê.
Há pouco tempo, o ator foi contratado para interpretar
um personagem gay na nova série do canal pago americano HBO, chamada Looking,
que terá oito episódios e será gravada ainda neste ano.
Looking contará a história de três amigos que moram em
São Francisco e exploram as novas opções de diversão que existem para os gays
na cidade. Bakula viverá Lynn, um grande empresário e importante figura da cena
gay local.
Bakula esteve recentemente em outra produção de
temática gay do canal HBO, o telefilme “Behind the Candelabra”, que lhe rendeu
uma indicação ao Emmy de Melhor Ator Coadjuvante.
POR ONDE ANDAS, LINDA CARTER?
A atriz Lynda Carter entrou para a história da cultura pop
mundial ao se tornar a verdadeira Mulher Maravilha para a lendária série de TV
dos anos 70. Convenhamos – a imagem de Lynda incorporando o personagem acabou
ficando muito mais famosa do que a própria Mulher Maravilha dos quadrinhos.
Lynda começou sua carreira como modelo e obteve fama ao
ganhar o título de Miss Mundo EUA em 1972. Como candidata dos Estados Unidos ao
Miss Mundo internacional, ela chegou às semifinais. Lynda então passou a fazer
pequenos papéis em séries e filmes de baixo orçamento até ser escolhida para
ser a heroína dos quadrinhos no ano de 1976. O sucesso foi tão grande que a
atriz teve muitos problemas para conseguir outros papéis de destaque depois que
a série terminou – afinal de contas, todo mundo até hoje a reconhece como o
personagem.
Hoje em dia, Lynda ainda está na ativa e segue com sua
carreira de cantora – que ela iniciou quando ainda estava fazendo a série. Ela
gravou um disco recentemente e está em uma longa turnê pelos EUA. No alto dos
seus 62 anos, ela continua bonitona!
MacGyver não é mais o mesmo. O herói do seriado dos anos 80,
que com um clipe e um chiclete criava uma bomba letal, perdeu seu corpo
atlético e tem circulado bastante acima do peso. Com as recentes notícias de
que um filme sobre a série será rodado, fica a pergunta no ar: será que teremos
um MacGyver sessentão e gorducho tentando escapar do vilão Murdoc?
Acredita-se que Richard Dean Anderson, intérprete do
ex-agente secreto, começou a engordar após o nascimento de sua primeira e única
filha, Wylie, em 1998. Desde então, o ator, hoje com 59
anos, resolveu dar um tempo na carreira. E, pelo visto, nos exercícios,
algo que sempre esteve presente em sua vida.
Antes de ser ator e cantor (ele tinha uma banda nos
anos 70), Richard jogava hóquei no gelo, e só não se profissionalizou por conta
de dois acidentes, que o fizeram quebrar os dois braços.
Mas excessos de peso à parte, a imagem que os fãs do seriado
têm na memória é do homem extremamente inteligente e criativo que, apesar de
nunca usar armas de fogo – por conta de traumas na infância -, conseguia fugir
das situações mais improváveis. O seriado durou sete temporadas, entre 1985 e
1992. No Brasil, ganhou o nome de "Profissão Perigo" e uma abertura
especial com a música “Tom Sawyer”, do Rush.
POR ONDE ANDAS, DAVID HEDISON?
David Hedison nasceu como David Albert Hedison Jr. no dia 20
de maio de 1927, em Providence, Rhode Island, EUA e segundo alguns autores, ele
decidiu seguir a carreira de ator ao assistir um filme estrelado por Tyrone
Power, que o deixou impressionado e empolgado.
Para concretizar seu sonho estudou em Nova Iorque com
Sanford Meisner e Martha Graham na Neighborhood Playhouse e também com Lee
Strasberg no Actor Studio. Iniciou sua carreira artística trabalhando em
produções Off-Broadway com a peça “A Month in the Country” com a qual ganhou o prêmio
Theater World Award.
Depois conseguiu um contrato com a 20th Century Fox e começou
participando do filme “The Enemy Below”, juntamente como Robert Mitchum.
Continuou participando de outros importantes filmes para o cinema e nos anos 60
veio para a televisão onde começou a participar de algumas séries e logo depois
foi escalado para protagonizar o seriado “Five Finger”. Foi durante essa época
que passou a adotar o nome de David Hedison.
Pouco tempo depois ficou internacionalmente famoso ao
interpretar por aproximadamente quatro anos o personagem Capitão Lee Crane na
série Viagem ao Fundo do Mar, ao lado de Richard Basehart. Depois continuou a
participar de outros seriados e filmes até os dias hoje.
Em 1968 casou com Bridget e tiveram duas filhas, Alexandra
e Serena. Uma das filhas, Alexandra Hedison é também atriz e diretora e tem
participado de importantes séries de televisão. Atualmente (2009) com seus
quase oitenta e poucos anos continua a participar em alguns projetos e muito
bem de saúde.
Hoje ele está em Birmingham, Reino Unido, participando do
Winter Memorabilia Show, evento durante o qual os fãs terão a oportunidade de
conversar sobre seus filmes, e obviamente, sobre Viagem ao Fundo do Mar/Voyage
to the Bottom of the Sea. Junto com ele, uma legião de celebridades, tais como
Gil Gerard (Buck Rogers), Mary McDonnell (Battlestar Galactica) e Mitch Pileggi
(Arquivo X/The X Files). Vejam a lista completa de convidados aqui. O encontro
de colecionadores tem lugar hoje e amanhã.
Dez anos após esta postagem o ator faleceu em 18 de julho de 2019, aos 92 anos
POR ONDE ANDAS,
RICHARD BASEHART ?
Almirante Nelson, na série Viagem ao Fundo do Mar de 1966
[31 / 08 / 1914 a 17 /
09 / 1984]
Richard Basehart foi
um ator norte americano, o qual é mais lembrado pelos seus fãs como o Almirante
"Nelson" do submarino "Seaview" da série de televisão
"Voyage to the Bottom of the Sea" [no Brasil "Viagem ao Fundo Mar]
(de 1964 à 1968).
Richard Basehart foi
descrito como um homem americano pensativo e um líder, o qual nunca alcançado o
estrelato maior.
Mas ele nunca quis as
peças que fariam dele um superstar.
Richard é descrito
como "simplesmente, um ator", por seu amigo de longa data Warren
Stevens. Ele só queria atuar.
"Richard Bsehart
não jogava o jogo" disse sua esposa, Diana.
Ele era muito sério
sobre sua atuação e se esforçava para acertar.
Basehart também era um
piadista e tinha um grande senso de humor, disse sua sogra, mencionando várias
piadas que ele fez sobre ela.
Ele adorava pregar
peças em seus amigos.
Diana também o
descreveu como um "gourmet" cozinheiro.
Richard também era um
ativista para o tratamento humano dos animais, atovodade que até hoje sua
família ainda está desenvolvendo devido à ele.
Ele amava seus filhos
e seus filhos o amavam.
Sua filha Jenna disse:
"Papai era meu melhor amigo."
Nascido John Richard
Basehart em 31 de agosto de 1914 em Zanesville, Ohio (EUA), Richard passou a
maior parte de sua infância em um orfanato porque sua mãe morreu de
complicações de parto e ele foi um dos cinco irmãos (ele tinha três irmãos, um
- Robert, morreu com a idade de 9 meses, e uma irmã) de Harry Basehart, um
jornalista que não poderia cuidar de crianças pequenas e fazer o seu trabalho
como repórter ao mesmo tempo.
Richard Basehart
começou sua carreira como repórter e locutor de rádio.
Seus primeiros planos
eram seguir os passos de seu pai como um jornalista (seu pai era editor do
jornal local de domingo THE ZANESVILLE OHIO TIMES SIGNAL), mas quando ele tinha
12 anos de idade. ele começou à trabalhar em uma empresa de logística local,
sendo que aí uma carreira nasceu.
Ele também trabalhou
em uma empresa de água e esgotos com seu irmão e também em uma campanha política
para seu tio, que se tornou prefeito.
Após a formatura do
colégio, ele tabalhou como repórter, e foi um ótimo repórter, tão bom que
descobriu um escândalo na prefeitura que fez com que a sua parte administrativa
fosse literalmente derrubada, custan do com isso até seu emprego, quando socou
um detetive no rosto, o qual estava envolvido no caso.
Lembrou-se da
felicidade que ele teve como ator, quando tinha a idade de 24 anos e foi aceito
na Filadélfia em seu famoso Teatro Hedgerow, onde em cinco anos (de 1938 até
1942), ele atuou em mais de 40 papéis de Shakespeare a Saroyan.
Mas para um ator de teatro
há apenas uma Meca, e depois de escrever uma carta pedindo uma chance para
atuar na Broadway, então ele se mudou para Nova York, onde logo fez ali sentir
a sua presença, primeiro na produção de Margaret Webster's
"Counter-attack" , o que foi seguido rapidamente por papéis em
"Land of Fame", "Otelo" e "Take it".
Quando ouviu que o
Diretor Bretaigne Windust estava procurando por um escocês autêntico para a
liderança em "The Hasty Heart", Basehart se candidatou ao papél, e
com isso ganhou o papel e o Prêmio de 1945 do New York Critic's Award como o
ator mais promissor do ano.
Seu sotaque escocês
era tão bom, que na visita de um um líder de um clã escocês disse que ele se
sentia dentro de um clã típico, conversando com Basehart.
Isso trouxe a atenção
de Hollywood, e em 1947 ele fez sua estréia no cinema em Cry Wolf.
Com isso se iniciou
uma carreira bem-sucedida nas telas, durando quase quatro décadas.
Basehart selecionou
seus papéis com cuidado e com discriminação para evitar personagens típicos que
criassem um estereotipo de suas atuações.
Durante sua carreira,
ele fez diversos papéis, como heróis, vilões, os mentalmente perturbados, e
muitos outros tipos, muitas vezes de forma robusta e forte.
Além de tornar a sua
aparência no palco ocasional, ele ainda estendeu seu talento atuando também em
muitos filmes europeus, com o a famosa produção de Fellini "La
Strada" (1954), no qual ele realizaou um ótimo desempenhocomo o
"Louco".
Outros papéis incluem
Ismael em Moby Dick (1956) e o papel-título na peculiar em preto-e-branco de
Hitler (1962).
Richard Basehart
também apareceu com freqüência na televisão, incluindo uma temporada longa na
famosa série de televisão "Voyage to the Bottom of the Sea" [no
Brasil "Viagem ao Fundo Mar] (de 1964 à 1968).
Ele se casou com
Stephanie Klein em 14 de janeiro de 1940, mas ela morreu de um tumor no cérebro
em 28 de julho de 1950.
Eles não tiveram
filhos.
Pouco depois, Richard
conheceu Valentina Cortese, uma atriz italiana que ele conheceu enquanto fazia
"The House on Telegraph Hill", com quem se casou em 24 de março de
1951.
Por causa do seu
casamento com Valentina, Richard viveu na Europa durante a maior parte da
década de 1950.
Seu casamento com
Valentina resultou em uma criança, seu filho John Anthony Carmine Michael
(Jack), e terminou em divórcio em 1960.
Ele se casou novamente
com sua última esposa, Diana Lotery em 1962.
Sua primeira filha,
Jenna, nasceu em 1964 e sua segunda filha, Gayla, nasceu em 1969.
Eles foram felizes no
casamento até que a morte de Richard Basehart, após uma sequência de vários
derrames depois de narrar as cerimônias de encerramento dos Jogos Olímpicos de
1984 em Los Angeles. Ele morreu em 17 de setembro de 1984.
Causa da Morte:
Richard Basehart morreu em 17/09/1984 com 70 anos, devido à complicações provocadas
por uma série de vários derrames cerebrais.
Sepultamento: Westwood Memorial
Park, Los Angeles -
California - USA.
POR ONDE ANDAS, FESS PARKER?
A idéia de retratar o
lendário pioneiro americano, surgiu quando a NBC demonstrou interesse em
reaproveitar Davy Crockett, uma série de filmes da Disneylândia estrelados por
Fess Parker. A Disney, porém, preferiu não comprometer o personagem que fora um
sucesso nos anos 50. A 20th Century Fox Television satisfez o desejo da rede,
recriando a vida de outro herói marcante, desta vez vindo do Kentucky.
Em uma época quando
boa parte dos Estados Unidos ainda era despovoada e selvagem, havia muito a ser
desbravado. Então, por volta de 1770, Daniel Boone (Fess Parker) saiu em
caravana até o Kentucky, onde criou a comunidade de Boonesborough e
estabeleceu-se com a esposa Rebecca (Patricia Blair) e seus dois filhos, Israel
(Darby Hinton) e Jemima (Veronica Cartwright), e não 10 como na realidade.
História e ficção, se
aproximaram com relação à personalidade, pois assim como o verdadeiro, o da
série era um homem de ação capaz de lutar com punhos, mosquetes e facas para
defender a si, a família e os amigos. Além dos frequentes conflitos com índios,
Daniel também lutava pela liberdade do país, secretamente envolvendo-se em
missões contra os ingleses.
Nesses momentos
difíceis, Daniel sempre podia contar com seu melhor amigo Mingo (Ed Ames), o
cherokee com diploma da Oxford. O personagem cativou tanto o público, que Ames
costumava receber mais correspondência dos fãs do que Parker. Também a seu lado
estava o velho taberneiro Cincinnatus (Dallas McKennon).
Ao longo de suas 6
temporadas, Daniel ainda teve a companhia de outros parceiros esporádicos, como
o jovem Jericho (Robert Logan), os ex-escravos Gabe (Rosey Grier) e Gideon (Don
Pedro Colley), e o caipira Josh (Jimmy Dean), tendo recebido a visita de uma
legião de rostos conhecidos, entre eles, Kurt Russell, Cesar Romero, Edward
Mulhare, Kevin Hagen, Gary Conway, Dick Sargent, Michael Rennie, James Doohan e
Peter Graves.
Quando a série estreou
dia 24 de setembro de 1964, ela já tinha a seu favor uma campanha promocional,
consistindo de produtos diversos, como lancheiras, gibis, brinquedos e facas de
borracha, que as crianças por todo o país podiam adquirir nas lojas. O sucesso
foi instantâneo.
Apesar disso, houve
críticas contra aspectos considerados historicamente incorretos. O verdadeiro
Boone, por exemplo, não usava um chapéu de pele. A série, contudo, nunca teve a
pretensão de retratar com exatidão a vida de Daniel Boone ou a história do
Kentucky, e sim proporcionar um programa familiar ao público.
Pouco depois do
encerramento de Daniel Boone, Fess Parker, que tinha direito a 30% dos lucros
da série, abandonou a profissão de ator. Atualmente, ele é proprietário do
vinhedo Fess Parker’s Winery & Vineyard e da pousada Fess Parker Wine
Country Inn & Spa. Para saber o que as empresas de Parker oferecem, visitem
a página oficial.
Fess Elisha Parker,
Jr. ( Nasceu em Forth Worth, Texas, em 16 de Agosto de 1924 - Morreu em Santa Ynez, Califórnia, em 18 de
Março de 2010) foi um ator norte-americano bastante conhecido na década de 1950
por interpretar Davy Crockett e principalmente como Daniel Boone (já nos idos
de 1960). Abandonou a carreira de ator em 1973, era casado com a mesma esposa
desde 1960 (Marcella). Aficcionado em vinhos, comprou um hotel em 1998 (The
Grand Hotel, em Los Olivos, na Califórnia), hoje chamado de Fess Parkers Wine
Country Inn & Spa.
Fess Parker morreu aos
85 anos de causas naturais em sua casa em Santa Ynez, Califórnia, perto da
Parker Fess Winery em 18 de março de 2010.
POR ONDE ANDAS, RON ELY ?
Ele foi o 15º ator
(alguns o consideram o 16º) a interpretar o personagem Tarzan, criado por Edgar
Rice Burroughs. Foi na série “Tarzan”, produzida entre 1966 e 1968, com um
total de 57 episódios, pela rede NBC.
Dizem que o ator não
foi a primeira escolha para o papel. Tendo feito dois filmes para o cinema,
Mike Henry seria o astro de “Tarzan” na TV, mas diferenças criativas entre ele
e o produtor Sy Weintraub o teriam afastado do projeto. Com pouca experiência
profissional, Ron Ely foi chamado para estrelar a série, que teve seus
primeiros cinco episódios filmados no Brasil. Mas as dificuldades climáticas acabaram
levando a produção para o México. Sem ter treino como dublê, Ron insistiu em
fazer suas próprias cenas de ação, o que o levou a sofrer dezenas de ferimentos
ao longo da produção. Segundo o livro “Kings of the Jungle“, de David Fury,
alguns desses momentos foram filmados e utilizados na série, a exemplo de uma
cena em que ele quebra o ombro quando cai de um barranco. No elenco fixo também
estava Manuel Padilla Jr., que já tinha feito participações nos dois filmes
estrelados por Mike Henry. Na série, ele interpretou o órfão Jai, adotado por Tarzan.
O ator faleceu em 2008.
A série com Ely foi a
primeira estrelada pelo personagem na TV. Depois vieram: a série animada da
Filmation, entre 1976 e 1980; “Tarzan”, de 1991 a 1996, com Wolf Larson; “As
Aventuras Épicas de Tarzan”, de 1996 a 1997, com Joe Lara; “A Lenda de Tarzan”,
série animada da Disney produzida entre 2001 e 2003; e “Tarzan”, com Traviz
Fimmel, em 2003, que leva o personagem para Nova Iorque. Esta última foi cancelada
com apenas oito episódios.
O nome verdadeiro de
Ron é Ronald Pierce Ely. Ele nasceu no dia 21 de junho de 1938, em Hereford,
Texas. Com o nome de Ronald Ely, ele fez sua estreia no cinema como figurante
no musical “South Pacific”. Chegou na TV em 1959 com uma participação especial
em um episódio de “Papai Sabe Tudo”. Depois vieram episódios de “Steve Canyon”,
“Como Agarrar um Milionário” (série com base no filme, que teve Barbara Eden no
lugar de Marilyn Monroe), “Wyatt Earp” e “Impacto”. Entre 1960 e 1961 ele
estrelou “Os Aquanautas”, substituindo Keith Larsen. Na série, ele e Jeremy
Slate interpretam uma dupla de mergulhadores que resgatam objetos e pessoas do
fundo do mar. Apesar de ter apenas uma temporada, a série teve dois títulos.
Quando os personagens se mudam para Malibu, a produção passou a ser chamada de
“Malibu Run”.
Depois de “Tarzan”,
Ely entrou para o circuito de participações especiais. Esteve em “The Courtship
of Eddie’s Father”, “Têmpera de Aço”, “Marcus Welby”, “A Mulher Maravilha”,
“Hotel”, “Caixa Alta”, “O Barco do Amor’, “A Ilha da Fantasia”, “Blake’s
Magic”, “Superboy”, “The Hat Squad”, “Nos Bastidores da Lei” e “Sheena”, seu
último trabalho.
Ely também fez
participação em um episódio da primeira série de “Tarzan”, produzida na década
de 1990, na qual interpreta um caçador que está atrás do homem macaco. Entre
1987 e 1988, estrelou a nova versão de “Aventura Submarina’”, que teve apenas
22 episódios. Ely interpretou Mike Nelson, personagem que tinha sido de Lloyd
Bridges na década de 1950.
O ator também foi o
mestre de cerimônias dos concursos de Miss America, entre 1979 e 1981. Ao longo
dos anos de 1970, Ely fez alguns filmes na Alemanha, mas a produção que mais
marcou sua carreira, além de “Tarzan”, foi o filme “Doc Savage”, de 1975.
Desde 2001 Ely está
aposentado da carreira de ator. Prestes a fazer 73 anos, ele se dedica a
escrever livros de mistérios. Como autor, iniciou sua carreira na década de
1990, publicando vários livros de mistérios, estrelados pelo personagem Jake
Sands, detetive particular. O título mais recente foi publicado em 2010.
O ator foi casado duas
vezes. A primeira com Cathy Ely, entre 1959 e 1961. A segunda com Valerie
Lundeen, com quem ainda está casado. Os dois tiveram três filhos, entre eles,
Cameron Ely, jogador de futebol americano.
Por curiosidade, o
ator Fess Parker, falecido em 2010, que foi “Davy Crockett” e estrelou “Daniel
Boone“, era o padrinho dos três filhos de Ely. Os dois se conheceram em um
avião, na década de 1970. Sendo ambos do Texas e fãs de esportes, se tornaram
grandes amigos. No funeral de Parker, Ely foi uma das pessoas que o homenageou.
Fernanda Furquim:
@Fer_Furquim
Ator conhecido por dois clássicos do universo das séries de TV, Larry Hagman faleceu numa sexta-feira, dia 23 de novembro de 2012, vítima de câncer na garganta, doença contra a qual ele lutava desde 2011. O ator tinha 81 anos e estava no elenco da nova versão de Dallas, série com a qual ele se estabeleceu.
Para uma geração, ele sempre será Tony Nelson, o amo de Jeannie é um Gênio. Para outros, ele será JR Ewing. Ao longo dos anos, Larry declarou seu amor por Dallas e pelo personagem, dizendo que, se pudesse, interpretaria JR pelo resto da vida.
Em declaração à imprensa, a família de Hagman disse que o ator passava o dia de ação de graças em Dallas, na companhia da família e dos amigos, os atores Linda Gray (Sue Ellen) e Patrick Duffy (Bobby Ewing), quando veio a falecer.
Filho da atriz da Broadway Mary Martin e do advogado Ben Hagman, Larry nasceu no dia 21 de setembro de 1931, em Fort Worth, Texas. Com o divórcio dos pais, Larry foi morar em Los Angeles com a avó, com quem ele ficou até ela morrer. Larry, então com doze anos, foi para Nova Iorque morar com a mãe que, casada novamente, tinha uma filha chamada Heller.
Mais tarde, Larry decidiu seguir a carreira da mãe. Após algumas experiências no teatro de Nova Iorque, ele foi para a Inglaterra, onde Mary estrelava o musical South Pacific, para integrar o elenco de apoio da montagem. Com o fim das apresentações, o ator decidiu permanecer na Inglaterra. Ao longo de cinco anos, ele serviu na Força Aérea produzindo e dirigindo diversas montagens de peças para entretenimento das tropas. Ao final do serviço militar, ele retornou para Nova Iorque onde tentou uma carreira no teatro.
Sem sucesso, ele decidiu mudar-se para Los Angeles no final da década de 1950. O ator estreou na TV em 1957, fazendo participações especiais em séries, entre elas, Decoy, primeira série policial americana estrelada por uma mulher, Aventura Submarina, estrelada por Lloyd Bridges, e Os Defensores, importante série jurídica do início da década de 1960.
Com pouco dinheiro, vivendo em uma barraca na praia, fazendo testes para todo o tipo de programa, Larry finalmente conseguiu ser contratado para estrelar sua primeira série de TV: Jeannie é um Gênio (1965-1970). Para comemorar o emprego, Larry, já casado e com filhos, encomendou uma pizza.
O ator, então um hippie, transformou-se no oficial da aeronáutica Tony Nelson, que encontra em uma praia uma garrafa que, ao ser aberta, liberta Jeannie (Barbara Eden), uma gênia que se apaixona perdidamente por ele. Ao longo da série, ela faz de tudo para conseguir ‘agarrar’ o Major Nelson. Considerada a resposta da NBC para a série A Feiticeira, da ABC, Jeannie é um Gênio foi criada por Sidney Sheldon, que introduziu diversos elementos vistos na produção da ABC. Apesar do sucesso conquistado ao longo das três primeiras temporadas, Jeannie é um Gênio começou a perder fôlego quando chegou em seu quarto ano.
Ainda assim, a produção foi renovada para a quinta temporada, chegando a 139 episódios produzidos. Mas a renovação trouxe mudanças criativas. Com isso, Jeannie se casa com Nelson. Larry se opôs ostensivamente contra a decisão (dizem que ele chegou a subir na mesa de reuniões dos executivos da NBC para tentar se fazer ouvir). Nada adiantou e, por força de contrato, Larry foi obrigado a filmar os episódios que, ele sabia, condenariam a série e sua proposta: uma mulher de espírito livre revolucionando a vida de um oficial militar, representante do governo que impõe regras e limites. Larry ficou tão contrariado que sua atitude nos bastidores de produção passou de divertido e simpático a extremamente difícil.
Com o fim da série, Larry estrelou mais duas sitcoms. A primeira, produzida entre 1971 e 1972, foi The Good Life, na qual interpreta um milionário. Entediado com sua vida, ele e sua esposa decidem bancar o mordomo e a cozinheira para a família de um industrial que ignora a verdadeira identidade de seus novos empregados. Apenas o filho adolescente sabe a verdade. A série teve apenas quinze episódios produzidos.
A segunda sitcom que Larry estrelou foi Here We Go Again, em 1973. Ele interpreta um homem recém casado que se muda para perto da casa de sua ex-esposa. Para surpresa dos dois, eles descobrem que o ex-marido de sua atual esposa também vive nas redondezas. A série teve apenas treze episódios produzidos.
Marcado pelo personagem Tony Nelson, Larry teve dificuldades de encontrar novos trabalhos. Ao longo dos anos de 1970 ele integrou o circuito de participações especiais em séries, sendo visto em episódios de Galeria do Terror, O Jogo Perigoso do Amor, Dan August, Os Audaciosos, Centro Médico, Police Woman, McCloud, Os Novos Centuriões, Marcus Welby, McCoy, Harry O, Ellery Queen, Os Fotoqueiros, Barnaby Jones, São Francisco Urgente, Casal McMillan, Arquivo Confidencial, entre outros.
Em 1978, a sorte voltou a lhe sorrir. Larry foi escolhido para interpretar JR Ewing, o vilão de Dallas, produção que definiu o gênero novela noturna. Nos EUA, as novelas são exibidas diariamente à tarde. Na década de 1960, a TV americana tentou introduzir este gênero no horário da noite, com produções como A Caldeira do Diabo. No entanto, apesar do sucesso dessa produção, não se criou um filão e o gênero foi abandonado. Em 1977 estreou a sitcom Soap, sátira ao gênero novela. O sucesso desta produção abriu as portas para Dallas que, ao invés de ser uma sátira, adotava de forma séria todos os elementos que fazem deste gênero um sucesso entre o grande público.
Produzida entre 1978 e 1991, Dallas estabeleceu um novo formato na TV americana: a série-novela. Outras a seguiram, também fazendo sucesso, incluindo uma voltada para o público adolescente, Barrados no Baile, que gerou sua própria spinoff, Melrose Place. Atualmente, este formato convive normalmente com as séries de TV.
Com o fim de Dallas, Larry voltou à TV em 1997 com a série de curta duração Orleans, na qual interpretou um juiz que tinha três filhos: um advogado, um policial e a proprietária de um cassino. A produção foi cancelada com apenas oito episódios.
O ator estava fazendo participações especiais, incluindo Nip/Tuck e Desperate Housewives, quando foi convidado a interpretar novamente seu personagem favorito, JR Ewing, em uma nova versão de Dallas para a TNT. Larry participou da primeira temporada, composta de dez episódios, quando foi diagnosticado com câncer. Lutando contra a doença, ele ainda filmou seis episódios da segunda temporada (composta de quinze episódios), quando veio a falecer.
O câncer na garganta foi a segunda doença grave que Larry teve ao longo de sua vida. Após anos abusando da bebida (segundo o ator ele vivia sob os efeitos do álcool durante as filmagens de Jeannie é um Gênio e Dallas), Larry foi diagnosticado com cirrose, o que o levou a passar por um transplante de fígado em 1995. No ano seguinte, ele assumiu o cargo de porta voz da National Kidney Foundation, com o qual fez campanhas para doações de órgãos.
Desde 1954 Larry era casado com Maj Axelsson, com quem ele teve dois filhos, Heidi Kristina Mary Hagman, nascida em 1958, e Preston Benjamin Axel Hagman, nascido em 1962. Em 2009, a esposa de Larry foi diagnosticada com o Mal de Alzheimer. Em estágio avançado da doença, ela está internada em uma clínica, próxima à casa do ator.
Segundo a imprensa americana, os roteiristas da nova versão de Dallas foram pegos de surpresa com a notícia da morte do ator. Agora eles terão a difícil tarefa de dar um final a um dos personagens mais conhecidos da história da TV americana. Ainda não está claro se, em função disso, a estreia da segunda temporada, marcada para o dia 28 de janeiro, será ou não adiada.
Apesar de ser apaixonado por Dallas e JR, a presença de Larry na nova versão quase não aconteceu. As negociações entre o ator e o estúdio foram difíceis, chegando ao ponto dos produtores prepararem uma versão de roteiro na qual JR não aparecia, era apenas mencionado ou visto através de imagens de arquivo. Após meses negociando seu salário, o ator finalmente assinou o contrato.
Larry publicou sua autobiografia em 2001, com o título de Hello Darlin’: Tall (and Absolutely True) Tales about My Life.
Em sua página no Facebook, a atriz Barbara Eden publicou a seguinte declaração: ‘Eu ainda não consigo expressar o choque e o impacto que a notícia da partida de Larry Hagman teve em mim. Eu ainda me lembro do nosso primeiro dia de gravação na praia de Zuma. Um dia muito frio. A partir daquele dia, ao longo de cinco anos, Larry foi o centro de muitos momentos memoráveis, divertidos e chocantes que ficarão para sempre em meu coração. Ele foi um elemento chave em minha vida por muito tempo, mesmo depois que Jeannie é um Gênio acabou. Nossos caminhos se cruzaram várias vezes. Através de diversas produções tive o prazer de assistir ao ‘tornado do Texas’, que era Larry Hagman. Em meio a um turbilhão de gargalhadas, com um grande sorriso e uma personalidade marcante, Larry sempre foi apenas Larry. Não dá para culpá-lo por isso, era assim que ele era. Eu, como muitos outros, acreditava que ele tinha conseguido vencer o câncer . Mas esta notícia é apenas uma forma de nos lembrar que a vida não traz garantias. Minhas mais profundas condolências vão para sua esposa Maj, seus filhos e seus netos, bem como seus amigos, nesse momento. Honestamente digo que perdemos não apenas um grande ator, não apenas um ícone da televisão, mas um representante puro do que é ser americano. Adeus Larry, não houve e não haverá ninguém como você’.
Segundo o New York Times, ao falar sobre a morte em entrevista realizada na década de 1980, Larry disse: ‘A vida é terminal, a morte não. Acho que a morte é apenas um estágio de nosso desenvolvimento. Eu honestamente acredito que nós não desaparecemos simplesmente. Nós não vamos para um vazio. Eu acho que somos parte de uma grande cortina de energia; uma onda de energia na qual somos como moléculas’.
Para uma geração, ele sempre será Tony Nelson, o amo de Jeannie é um Gênio. Para outros, ele será JR Ewing. Ao longo dos anos, Larry declarou seu amor por Dallas e pelo personagem, dizendo que, se pudesse, interpretaria JR pelo resto da vida.
Em declaração à imprensa, a família de Hagman disse que o ator passava o dia de ação de graças em Dallas, na companhia da família e dos amigos, os atores Linda Gray (Sue Ellen) e Patrick Duffy (Bobby Ewing), quando veio a falecer.
Filho da atriz da Broadway Mary Martin e do advogado Ben Hagman, Larry nasceu no dia 21 de setembro de 1931, em Fort Worth, Texas. Com o divórcio dos pais, Larry foi morar em Los Angeles com a avó, com quem ele ficou até ela morrer. Larry, então com doze anos, foi para Nova Iorque morar com a mãe que, casada novamente, tinha uma filha chamada Heller.
Mais tarde, Larry decidiu seguir a carreira da mãe. Após algumas experiências no teatro de Nova Iorque, ele foi para a Inglaterra, onde Mary estrelava o musical South Pacific, para integrar o elenco de apoio da montagem. Com o fim das apresentações, o ator decidiu permanecer na Inglaterra. Ao longo de cinco anos, ele serviu na Força Aérea produzindo e dirigindo diversas montagens de peças para entretenimento das tropas. Ao final do serviço militar, ele retornou para Nova Iorque onde tentou uma carreira no teatro.
Sem sucesso, ele decidiu mudar-se para Los Angeles no final da década de 1950. O ator estreou na TV em 1957, fazendo participações especiais em séries, entre elas, Decoy, primeira série policial americana estrelada por uma mulher, Aventura Submarina, estrelada por Lloyd Bridges, e Os Defensores, importante série jurídica do início da década de 1960.
Com pouco dinheiro, vivendo em uma barraca na praia, fazendo testes para todo o tipo de programa, Larry finalmente conseguiu ser contratado para estrelar sua primeira série de TV: Jeannie é um Gênio (1965-1970). Para comemorar o emprego, Larry, já casado e com filhos, encomendou uma pizza.
O ator, então um hippie, transformou-se no oficial da aeronáutica Tony Nelson, que encontra em uma praia uma garrafa que, ao ser aberta, liberta Jeannie (Barbara Eden), uma gênia que se apaixona perdidamente por ele. Ao longo da série, ela faz de tudo para conseguir ‘agarrar’ o Major Nelson. Considerada a resposta da NBC para a série A Feiticeira, da ABC, Jeannie é um Gênio foi criada por Sidney Sheldon, que introduziu diversos elementos vistos na produção da ABC. Apesar do sucesso conquistado ao longo das três primeiras temporadas, Jeannie é um Gênio começou a perder fôlego quando chegou em seu quarto ano.
Ainda assim, a produção foi renovada para a quinta temporada, chegando a 139 episódios produzidos. Mas a renovação trouxe mudanças criativas. Com isso, Jeannie se casa com Nelson. Larry se opôs ostensivamente contra a decisão (dizem que ele chegou a subir na mesa de reuniões dos executivos da NBC para tentar se fazer ouvir). Nada adiantou e, por força de contrato, Larry foi obrigado a filmar os episódios que, ele sabia, condenariam a série e sua proposta: uma mulher de espírito livre revolucionando a vida de um oficial militar, representante do governo que impõe regras e limites. Larry ficou tão contrariado que sua atitude nos bastidores de produção passou de divertido e simpático a extremamente difícil.
Com o fim da série, Larry estrelou mais duas sitcoms. A primeira, produzida entre 1971 e 1972, foi The Good Life, na qual interpreta um milionário. Entediado com sua vida, ele e sua esposa decidem bancar o mordomo e a cozinheira para a família de um industrial que ignora a verdadeira identidade de seus novos empregados. Apenas o filho adolescente sabe a verdade. A série teve apenas quinze episódios produzidos.
A segunda sitcom que Larry estrelou foi Here We Go Again, em 1973. Ele interpreta um homem recém casado que se muda para perto da casa de sua ex-esposa. Para surpresa dos dois, eles descobrem que o ex-marido de sua atual esposa também vive nas redondezas. A série teve apenas treze episódios produzidos.
Marcado pelo personagem Tony Nelson, Larry teve dificuldades de encontrar novos trabalhos. Ao longo dos anos de 1970 ele integrou o circuito de participações especiais em séries, sendo visto em episódios de Galeria do Terror, O Jogo Perigoso do Amor, Dan August, Os Audaciosos, Centro Médico, Police Woman, McCloud, Os Novos Centuriões, Marcus Welby, McCoy, Harry O, Ellery Queen, Os Fotoqueiros, Barnaby Jones, São Francisco Urgente, Casal McMillan, Arquivo Confidencial, entre outros.
Em 1978, a sorte voltou a lhe sorrir. Larry foi escolhido para interpretar JR Ewing, o vilão de Dallas, produção que definiu o gênero novela noturna. Nos EUA, as novelas são exibidas diariamente à tarde. Na década de 1960, a TV americana tentou introduzir este gênero no horário da noite, com produções como A Caldeira do Diabo. No entanto, apesar do sucesso dessa produção, não se criou um filão e o gênero foi abandonado. Em 1977 estreou a sitcom Soap, sátira ao gênero novela. O sucesso desta produção abriu as portas para Dallas que, ao invés de ser uma sátira, adotava de forma séria todos os elementos que fazem deste gênero um sucesso entre o grande público.
Produzida entre 1978 e 1991, Dallas estabeleceu um novo formato na TV americana: a série-novela. Outras a seguiram, também fazendo sucesso, incluindo uma voltada para o público adolescente, Barrados no Baile, que gerou sua própria spinoff, Melrose Place. Atualmente, este formato convive normalmente com as séries de TV.
Com o fim de Dallas, Larry voltou à TV em 1997 com a série de curta duração Orleans, na qual interpretou um juiz que tinha três filhos: um advogado, um policial e a proprietária de um cassino. A produção foi cancelada com apenas oito episódios.
O ator estava fazendo participações especiais, incluindo Nip/Tuck e Desperate Housewives, quando foi convidado a interpretar novamente seu personagem favorito, JR Ewing, em uma nova versão de Dallas para a TNT. Larry participou da primeira temporada, composta de dez episódios, quando foi diagnosticado com câncer. Lutando contra a doença, ele ainda filmou seis episódios da segunda temporada (composta de quinze episódios), quando veio a falecer.
O câncer na garganta foi a segunda doença grave que Larry teve ao longo de sua vida. Após anos abusando da bebida (segundo o ator ele vivia sob os efeitos do álcool durante as filmagens de Jeannie é um Gênio e Dallas), Larry foi diagnosticado com cirrose, o que o levou a passar por um transplante de fígado em 1995. No ano seguinte, ele assumiu o cargo de porta voz da National Kidney Foundation, com o qual fez campanhas para doações de órgãos.
Desde 1954 Larry era casado com Maj Axelsson, com quem ele teve dois filhos, Heidi Kristina Mary Hagman, nascida em 1958, e Preston Benjamin Axel Hagman, nascido em 1962. Em 2009, a esposa de Larry foi diagnosticada com o Mal de Alzheimer. Em estágio avançado da doença, ela está internada em uma clínica, próxima à casa do ator.
Segundo a imprensa americana, os roteiristas da nova versão de Dallas foram pegos de surpresa com a notícia da morte do ator. Agora eles terão a difícil tarefa de dar um final a um dos personagens mais conhecidos da história da TV americana. Ainda não está claro se, em função disso, a estreia da segunda temporada, marcada para o dia 28 de janeiro, será ou não adiada.
Apesar de ser apaixonado por Dallas e JR, a presença de Larry na nova versão quase não aconteceu. As negociações entre o ator e o estúdio foram difíceis, chegando ao ponto dos produtores prepararem uma versão de roteiro na qual JR não aparecia, era apenas mencionado ou visto através de imagens de arquivo. Após meses negociando seu salário, o ator finalmente assinou o contrato.
Larry publicou sua autobiografia em 2001, com o título de Hello Darlin’: Tall (and Absolutely True) Tales about My Life.
Em sua página no Facebook, a atriz Barbara Eden publicou a seguinte declaração: ‘Eu ainda não consigo expressar o choque e o impacto que a notícia da partida de Larry Hagman teve em mim. Eu ainda me lembro do nosso primeiro dia de gravação na praia de Zuma. Um dia muito frio. A partir daquele dia, ao longo de cinco anos, Larry foi o centro de muitos momentos memoráveis, divertidos e chocantes que ficarão para sempre em meu coração. Ele foi um elemento chave em minha vida por muito tempo, mesmo depois que Jeannie é um Gênio acabou. Nossos caminhos se cruzaram várias vezes. Através de diversas produções tive o prazer de assistir ao ‘tornado do Texas’, que era Larry Hagman. Em meio a um turbilhão de gargalhadas, com um grande sorriso e uma personalidade marcante, Larry sempre foi apenas Larry. Não dá para culpá-lo por isso, era assim que ele era. Eu, como muitos outros, acreditava que ele tinha conseguido vencer o câncer . Mas esta notícia é apenas uma forma de nos lembrar que a vida não traz garantias. Minhas mais profundas condolências vão para sua esposa Maj, seus filhos e seus netos, bem como seus amigos, nesse momento. Honestamente digo que perdemos não apenas um grande ator, não apenas um ícone da televisão, mas um representante puro do que é ser americano. Adeus Larry, não houve e não haverá ninguém como você’.
Segundo o New York Times, ao falar sobre a morte em entrevista realizada na década de 1980, Larry disse: ‘A vida é terminal, a morte não. Acho que a morte é apenas um estágio de nosso desenvolvimento. Eu honestamente acredito que nós não desaparecemos simplesmente. Nós não vamos para um vazio. Eu acho que somos parte de uma grande cortina de energia; uma onda de energia na qual somos como moléculas’.












ResponderExcluirsaudade que fica dos nossos astros da infancia
Sou fã de séries antigas,posta mais atores de antes é depois.valeu obrigado.
ResponderExcluirA morte foi a sentença do pecado
ResponderExcluirAdorei! Muito interessante a matéria
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