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SÉRIES DE TV (DOWNLOADS)

Os filmes e séries postados neste blog obedecem aos critérios de serem clássicos e raros, e aqueles que estão disponibilizados para download serão baixados gratuitamente, pois não visamos o lucro, e sim atender aos anseios e curiosidades de colecionadores e fãs. Entretanto, aqueles que desejarem contribuir com o blog, para que possamos ampliar o nosso acervo e assim poder atender um maior número de fãs, poderão realizar uma doação de qualquer valor através do nosso PIX:



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OS WALTONS-1ª TEMPORADA

ESTÃO FALTANDO OS EPISÓDIOS: 
1 - O órfão; 13 - A reunião; 15 - A atriz; 16 - O fogo; 18 - O namoro; 
24 - A históris de Ester


"Os Waltons" (The Waltons) é uma série de drama familiar americana que foi ao ar originalmente de 1972 a 1981. Ambientada na época da Grande Depressão e durante a Segunda Guerra Mundial, a série acompanha a vida de uma grande família rural que vive em uma montanha na Virgínia. Baseada no livro *"Spencer’s Mountain"*, de Earl Hamner Jr., que também foi o narrador da série, "Os Waltons" retrata os desafios, as alegrias e as tristezas de uma família unida e trabalhadora.

A trama gira em torno de John Walton Sr., sua esposa Olivia e seus sete filhos, com o foco principal sendo o filho mais velho, John-Boy, que tem o sonho de se tornar escritor. O programa explora temas de união familiar, resiliência e moralidade enquanto os personagens enfrentam dificuldades econômicas, crises pessoais e acontecimentos históricos, sempre enfatizando valores como amor, responsabilidade e fé.

A série teve grande popularidade por seu tom acolhedor, suas histórias emocionantes e a forte ênfase em valores tradicionais, além de mostrar a vida em uma comunidade pequena e rural. "Os Waltons" é frequentemente lembrada por sua frase final icônica, em que os membros da família dizem "Boa noite" uns aos outros.


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O HOMEM DO FUNDO DO MAR 1977

PILOTO


O Homem do Fundo do Mar (*The Man from Atlantis*) é um filme de ficção científica lançado em 1977, que serviu como piloto para uma série de televisão de mesmo nome. A trama gira em torno de Mark Harris (interpretado por Patrick Duffy), o último sobrevivente da lendária civilização de Atlântida, que é encontrado inconsciente e sem memória em uma praia nos Estados Unidos.

Mark Harris possui habilidades sobre-humanas, como a capacidade de respirar debaixo d'água, nadar em alta velocidade e sobreviver às profundezas oceânicas. Ele também tem mãos e pés ligeiramente palmados, características físicas que o ajudam a viver em seu habitat natural, o oceano. Após ser resgatado e estudado por cientistas, Harris é recrutado por uma organização governamental para ajudar em diversas missões submarinas, envolvendo perigos tecnológicos e ameaças ao meio ambiente.

Ao longo do filme, ele se adapta à vida na superfície, mas sua ligação com o mar e sua misteriosa origem em Atlântida continuam a ser parte essencial de sua identidade e de seus desafios.

O filme combina elementos de ficção científica, aventura e mistério, explorando temas como a preservação ambiental e o fascínio pelo desconhecido dos oceanos.
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IMPÉRIO SUBMARINO 1936



Império Submarino é um seriado de aventura e ficção científica produzido em 1936 pela Universal Pictures. Este seriado, cujo título original é "Undersea Kingdom", foi uma resposta ao sucesso de outros seriados de ficção científica da época, como "Flash Gordon". Composto por 12 capítulos, "Império Submarino" seguia as aventuras do jovem Tenente Crash Corrigan e seus aliados em sua jornada para o reino subaquático de Atlântida.

A trama começa com um grupo de cientistas descobrindo sinais de atividade misteriosa no fundo do oceano. Intrigados, eles decidem explorar as profundezas com um veículo submarino experimental chamado "Rocket Submarine". Ao chegar lá, encontram a cidade perdida de Atlântida, que é dividida em duas facções: uma pacífica, liderada pelo bondoso Sharad, e outra beligerante, liderada pelo maligno Unga Khan. Unga Khan tem planos de conquistar o mundo da superfície usando sua tecnologia avançada e um enorme robô mecânico.

O seriado é conhecido por seu estilo típico dos anos 1930, com uma mistura de ação, suspense, e efeitos especiais rudimentares, como miniaturas e truques de câmera. Apesar de não possuir o mesmo nível de sofisticação tecnológica de produções posteriores, "Império Submarino" conquistou seu público com uma narrativa dinâmica e personagens cativantes, especialmente o heróico Crash Corrigan, que se tornou um ícone dos seriados de aventura.

"Império Submarino" é lembrado como um exemplo clássico do entretenimento de sua época, onde o imaginário popular era frequentemente explorado em aventuras serializadas cheias de ação, que serviam como prelúdio para os filmes de super-heróis e ficção científica que se seguiriam nas décadas posteriores.


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DANIEL BOONE


Este seriado clássico foi produzido entre 1964 e 1970 e tinha os seguintes personagens: Daniel Boone, Rebecca sua esposa, seus flhos Jemima e Israel e o índio Mingo. Também havia o velho taberneiro Cincinatus e Abbe, um escravo alforriado. A história da série é baseada em um personagem real que desbravou a região do Kentucky e estabeleceu-se por lá, criando uma pequena colônia que recebeu o nome de Boonesborough. No início da série, Boone tinha um amigo índio inseparável, Mingo. Com a saída do ator Ed Ames (Mingo) da série, o personagem foi substituído por outro índio chamado Gideão (Dom Pedro Colley).Fess Parker, o ator que interpretou Daniel Boone nessa série, virou lenda viva na região do Kentucky e por lá pode-se ver placas pelas estradas relatando feitos de Daniel Boone. A série foi produzida pela Twenty Century-Fox para o canal NBC e ficou no ar até agosto de 1970. No Brasil a série foi apresentada nos anos 70 pela rede Globo no período matutino.


ELENCO
Boone - Fess Parker
Yadkin (1964-65) - Albert Salmi
Mingo (1964-68) - Ed Ames
Rebecca Boone - Patricia Blair
Jemima Boone (1964-66) - Veronica Daniel Cartwright
Israel Boone - Darby Hinton
Cincinnatus - Dal McKennon
Jericho Jones (1965-66) - Robert Logan
Gideão (1968-69) - Don Pedro Colley
Gabe Cooper (1969-70) - Roosevelt Grier
Josh Clements (1968-70) - Jimmy Dean

Apenas a 2º temporada foi oficialmente lançada no Brasil. A primeira temporada foi produzida em preto e branco e exibida no Brasil no início da década de 1970, porém nunca foi lançada em DVD e é extremamente rara. Entretanto, estamos intensificando as buscas a fim de obter esta raridade.

Todos os episódios estão dublados (os episódos com extensão MKV possuem dois áudios - original em inglês e dublado em português - , além da legenda em português).

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VIAGEM AO FUNDO DO MAR 1961

FILME QUE DEU ORIGEM À SÉRIE


"Viagem ao Fundo do Mar" (1961) é um filme de ficção científica e aventura dirigido por Irwin Allen. A trama gira em torno do almirante Harriman Nelson, um renomado cientista e comandante do submarino nuclear futurista **Seaview**. Durante uma missão no Ártico, a tripulação do Seaview descobre que a Terra está em perigo iminente, pois uma enorme camada de radiação cercou o planeta e está aumentando as temperaturas globais, ameaçando a vida na Terra.

Nelson propõe uma solução ousada: lançar um míssil nuclear no ponto exato da camada de radiação, o que poderia dissipar a ameaça. Contudo, a comunidade científica está dividida, e alguns acreditam que a ação de Nelson pode piorar a situação. Mesmo assim, ele decide seguir com seu plano, levando o Seaview em uma perigosa jornada pelos oceanos para realizar a missão.

Ao longo do caminho, a tripulação enfrenta diversos perigos, incluindo ataques de criaturas marinhas, sabotagens internas e crises morais. O filme equilibra tensão científica com sequências de ação e suspense submarino, mantendo o público em alerta quanto ao destino da humanidade.

"Viagem ao Fundo do Mar" combina efeitos especiais inovadores para a época com temas de desastre global e decisões éticas complexas, marcando o início de uma franquia de sucesso, que mais tarde se expandiu para uma popular série de televisão.


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VIAGEM AO FUNDO DO MAR


Viagem ao Fundo do Mar foi o primeiro seriado criado e produzido por Irwin Allen, com uma sequência de um filme de 1961 dirigido pelo próprio,  e acabou se tornando mais uma das séries criadas por Allen que seria clássica nos anos 60. O seriado continha uma cena muito famosa: enquanto o submarino sacudia, com os atores sendo lançados de lá para cá, os lápis sobre a mesa permaneciam imóveis. O primeiro episódio de Viagem ao Fundo do Mar foi ao ar pela rede americana ABC no dia 14 de setembro de 1964, e a primeira temporada - a produzida em preto e branco - é considerada a melhor pela crítica. É indiscutível que a estrela do seriado era o  Seaview, o submarino mais poderoso e avançado da terra, um testemunho para o gênio de seu criador, Harriman Nelson. O Seaview assumiu uma variedade de missões, e por conseguinte levou muitos passageiros: espiões, políticos, líderes mundiais, homens militares, náufragos, estrangeiros, monstros e cientistas. A falta de continuidade no perfil dos personagens se tornou o calcanhar de Aquiles da série, o que acabou levando-a ao final no dia 15 de setembro de 1968, com um total de 110 episódios produzidos. Estes desencontros nos roteiros coincidiram com a exigência da ABC em cortar verbas de todas as produções, levando o seriado de Irwin Allen literalmente para o fundo do mar. Foi preciso dispensar bons roteiristas e contratar freelances por preços módicos e ideias não muito brilhantes.

 Bastidores.
A construção do Seaview foi bastante complicada. Em primeiro lugar, os técnicos em efeitos especiais não tinham a menor ideia de como era um submarino por dentro. Para resolver o problema eles recorreram à Marinha americana, que prontamente se negou a qualquer ajuda. Os Estados Unidos estavam em plena guerra fria e não seria de bom tom distribuir as plantas dos submarinos americanos (bem...na verdade os técnicos queriam apenas uma "ideia", mas nem isso conseguiram das forças navais). O jeito então foi a equipe se enfurnar em bibliotecas e museus para pesquisar os submarinos usados durante a Segunda Guerra Mundial. O que acabou salvando a pátria foram as anotações conseguidas pela produção sobre a parte interna de um submarino alemão capturado durante a guerra. Só depois de tudo pronto foi que oficiais da Marinha americana deram o ar da graça e visitaram os cenários do Seaview para dar pitaco sobre o que poderia estar certo ou errado. Outra curiosidade é que nas cenas em que o submarino era atacado, alguém da equipe técnica ficava segurando um balde e um martelo. Toda vez que ele batia o balde com o martelo, todos os atores inclinavam-se para a esquerda enquanto a câmara se inclinava para a direita.
A série estreou no Brasil no dia 16 de maio de 1965 pela TV Record, ocupando o horário das 20h do domingo. O programa preenchia o espaço da programação deixado pela série Inspetor Burke. Nessa exibição ficou um ano e meio no ar. Em 1968, o seriado passou a ocupar dois horários na programação de domingo da TV Tupi, sendo mostrado às 16h30 e às 18h. Mas já em janeiro de 1969 retornou às tardes da Tv Record, agora nas quartas-feiras. A TV Bandeirantes adquiriu em maio de 1971 os direitos de transmissão de Viagem ao Fundo do Mar, colocando o programa primeiramente em seu horário nobre, depois transferindo-o para a madrugada, onde permaneceu até o ano seguinte. Ficou de 1973 a 1975 como programa obrigatório de quinta-feira na TV Tupi, sempre no horário das 16h30. Depois de dois anos fora da programação brasileira reestreou em outubro de 1978, agora nas manhãs da Rede Globo, onde ficou por um ano alterando seus horários de exibição.
Em 1981 voltou à programação da Bandeirantes permanecendo nas manhãs da emissora até 1984, quando virou até nome de saque de voleibol no país. Em 1986 voltou a ser transmitido pela Tv Record onde ficou até 1988, a emissora ainda exibiu a série em 1990. Entre os anos de 1995 e 1996 Viagem ao Fundo do Mar foi apresentada pelo canal por assinatura Fox. 

Colaboração: Marco Antônio - Blog Universo AIC


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TARZAN (1966)



Após quase 50 anos da primeira aparição de Tarzan - o Homem-Macaco nos cinemas, o produtor Sy Weintraub levou o personagem para a TV em 1966, pela NBC dos EUA.  Nesta nova série, não havia a personagem Jane, mas sim, a chimpanzé Cheetah, que foi seu grande elemento humorístico. Como nos filmes, a série mostra um homem que, quando criança, se perdeu de seus pais numa floresta e foi criado pelos grandes macacos.  O então menino Lorde Greystoke, recebeu o nome de Tarzan, que significa "Pele Branca". Anos, depois, voltou para a civilização, onde foi educado, mas voltou para a selva que ele conhecia tão bem.  A onça passou a conhecer alguém mais ágil que ela e o leão alguém mais corajoso. O grito de Tarzan é conhecido por todas as criaturas da selva. Ao ouvi-lo, o antílope sabe que está a salvo, o leão para, o crocodilo busca a segurança da água e o elefante vem até Tarzan. A série também traz Jai, o garoto auxiliar de Tarzan, que também é um órfão da selva. Tarzan teve duas temporadas e locações filmadas no Brasil e no México. 

Informações Técnicas :
Gênero : Aventura na Selva
Qualidade : Dvd-Rip
Formato : MP4 | Avi  | Mkv
Tamanho : 325 MB | 470 MB
Idioma Áudio : Português
Legenda : Não Tem

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TARZAN - SÉRIE ANIMADA DE 1976


A série animada clássica "Tarzan, Lord of the Jungle," lançada em 1976,foi uma adaptação televisiva do famoso personagem Tarzan, criado por Edgar Rice Burroughs. Produzida pela Filmation, a série trouxe uma nova abordagem ao icônico herói da selva, destacando suas habilidades de sobrevivência, inteligência e conexão profunda com a natureza.

Diferente de muitas representações anteriores, onde Tarzan é retratado mais como um homem selvagem, essa série de animação apresenta um Tarzan sofisticado e eloquente, que usa sua astúcia e conhecimentos da selva para proteger seu lar e os animais que o habitam. A narrativa é marcada por aventuras que frequentemente envolvem civilizações perdidas, cientistas exploradores, e vilões que ameaçam a harmonia da selva.

Com um estilo de animação vibrante e trilha sonora envolvente, "Tarzan, Lord of the Jungle" capturou a imaginação de jovens espectadores, explorando temas como preservação ambiental, respeito pelos animais, e a luta contra a ganância e a exploração. A série também é notável por sua representação respeitosa das culturas nativas e pela ênfase na resolução pacífica de conflitos.

A série foi um sucesso na década de 1970 e é lembrada com carinho pelos fãs por sua combinação de aventura emocionante e mensagens de consciência ecológica. "Tarzan, Lord of the Jungle" contribuiu para o legado duradouro de Tarzan no imaginário popular, mostrando-o como um herói não apenas de força bruta, mas também de grande sabedoria e compaixão.

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TERRA DE GIGANTES

Num futuro próximo (1983, segundo o episódio piloto), tripulantes e passageiros da nave sub-orbital Spindrift partem para uma viagem de Los Angeles a Londres seguindo uma rota parabólica em torno do planeta. Ao chegarem nos limites da atmosfera, o Spindrift é colhido por uma tempestade espacial e transportado para um misterioso planeta que parece em tudo igual a sociedade americana de 20 anos atrás. Porém, os habitantes e tudo o mais são em tamanho "gigante" e os viajantes se veem como "pequeninos". Não há muitos detalhes do governo dos gigantes mas o mesmo aparenta ser um Estado totalitário que oferece uma recompensa pela captura dos viajantes, pois temem a tecnologia terrestre superior. Existe uma polícia secreta à la KGB, controlando tudo e todos. O nome da polícia é SID (Special Investigation Department), cujo integrante é o sádico inspetor Kobik.
Logo após o pouso forçado, os viajantes passam a viver frequentemente em perigo, com muitos sendo capturados e obrigando seus colegas a ações para resgatá-los. Criam alguns utensílios, usando barbantes como cordas, pregadeiras ou clips como ganchos. Constantemente defrontam-se com os animais gigantes, principalmente gatos. A nave é inoperante após a queda e é escondida numa floresta próxima a uma cidade, servindo de abrigo. Apesar de não confiarem nos "gigantes", em vários episódios os viajantes estabelem alianças com alguns deles, buscando benefícios mútuos.


Elenco
Gary Conway .... Capitão Steve Burton, comandante da Spindrift
Don Marshall .... Dan Erickson, co-piloto
Don Matheson .... Mark Wilson, engenheiro (passageiro)
Kurt Kasznar .... Alexander Fitzhugh...ladrão de bancos e trapaceiro (passageiro)
Stefan Arngrim .... Barry Lockridge...criança órfã (passageiro)
Deanna Lund .... Valerie Scott...modelo (passageira)

Heather Young .... Betty Hamilton...aeromoça

DOWNLOAD DA 1ª TEMPORADA

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O TÚNEL DO TEMPO

Eles eram monitorados por uma equipe que permanecia no laboratório e os acompanhavam em seus deslocamentos no tempo através de imagens que recebiam pelo Túnel do Tempo. A equipe estava sempre tentando encontrar um meio de trazê-los de volta, ou então tentavam ajudá-los por intermédio dos recursos de que dispunham, como precárias transmissões de voz ou envio de armas ou equipamentos, quando possível. Quando tudo falhava, tiravam-nos de uma época e os enviavam para alguma outra data incerta do passado ou do futuro, dando início a um novo episódio. Eventualmente, membros da própria equipe ou convidados viajavam ao encontro dos cientistas perdidos, também com o intuito de ajudá-los nas situações de perigo. Também acontecia, de vez em quando, da equipe ou seres estranhos conseguirem interferir no destino das viagens. Nesse caso, os cientistas recebiam diferentes missões a serem cumpridas nos locais onde eram enviados.
Nos episódios eram utilizados imagens de arquivo de filmes do estúdio, tanto os mais recentes, como O Mundo Perdido, ou mesmo filmes históricos mais antigos como Príncipe Valente. Também eram reaproveitados cenários e figurinos de outras séries de Allen que estavam sendo produzidas na mesma época, como Viagem ao Fundo do Mar.
Ao contrário do que tem sido escrito em alguns sites recentemente, o principal motivo do cancelamento de Túnel do Tempo após uma única temporada foi mesmo a sua baixa audiência. Ao término do período de setembro de 1966 a agosto de 1967, o seriado não conseguiu ranquear entre os setenta programas de maior audiência da tv americana naquele período, sendo a pior colocação de qualquer temporada de uma série de Irwin Allen até então, em contraponto às três primeiras temporadas de Viagem ao Fundo do Mar - posições 33, 67 e 63, e as duas primeiras temporadas de Perdidos no Espaço - posições 35 e 44. Transmitido pela ABC, Túnel do Tempo ficou abaixo de seus competidores diretos mostrados pela NBC (Tarzan -primeira meia hora, posição 27, e Man From Uncle, posição 46) e pela CBS (James West -primeira meia hora, posição 53 e Guerra Sombra e Água Fresca, posição 18). Túnel do Tempo também obteve a pior audiência da temporada entre todas as séries de ficção científica exibidas, ficando atrás de Os Invasores, posição 38, Perdidos no Espaço, posição 44, Star Trek, posição 52, e Viagem ao Fundo do Mar, posição 63.
Porém, a série teve enorme sucesso no Brasil podendo-se afirmar que "Trata-se do produto da indústria cultural dos EUA que maior e mais duradoura influência exerceu sobre o imaginário coletivo nacional no que se refere à formação das concepções de Tempo, História e Ciência e cujo impacto ainda hoje pode ser descrito e analisado”.
Encarada geralmente como produto destinado a diversão e ao entretenimento, cabe notar os compromissos ideológicos da série. "A permanente guerra ideológica dos blocos em confronto no decorrer da Guerra Fria foi uma fonte inesgotável de inspiração para o entendimento do sentido implícito dos episódios.
Ao lado de um evidente etnocentrismo (a sociedade norte-americana é sempre mostrada como a mais avançada e a mais justa, todas as outras lhe são inferiores), percebeu-se também um acentuado maniqueísmo (todos os personagens e instituições são assimiladas somente ao “bem” ou ao “mal”) onde novamente os valores norte-americanos aparecem como os únicos positivos e moralmente defensáveis.
Na maior parte dos casos foi difícil evitar-se a assimilação do lado do “mal” da história de cada episódio aos soviéticos, havendo pelo menos um episódio onde isso se dá de forma explícita. Verificaram-se também alguns casos de reabilitação moral de povos e nações, em especial dos derrotados na Segunda Guerra Mundial que, no contexto da Guerra Fria, se tornaram aliados dos EUA.

Elenco
James Darren, Lee Meriwether e Robert Colbert
Robert Colbert …Dr. Douglas "Doug" Phillips
James Darren…Dr. Anthony "Tony" Newman
Whit Bissell … General Heywood Kirk
John Zaremba … Dr. Raymond Swain
Lee Meriwether … Dra. Ann MacGregor
Dick Tufeld … Narrador
Sam Groom … Jerry
Weley Lau … Sargento Jiggs


DOWNLOAD (30 EPISÓDIOS) ÚNICA TEMPORADA

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A MULHER MARAVILHA


Nas décadas de 70 e 80, a televisão americana recorreu aos velhos quadrinhos para criar séries sobre super-heróis, como Batman e Super-homem. Graças a esse resgate, chegou às telas uma das mais originais heroínas: a Mulher Maravilha.
Os quadrinhos da DC Comics apareceram na década de 1940 e narravam as aventuras de uma mulher nascida numa ilha perdida, povoada de mulheres amazonas que supostamente fugiram dos gregos na Antiguidade.
Nessa ilha paradisíaca, elas descobrem Feminum, uma substância mágica que as dota de poderes sobre-humanos. Durante a Segunda Guerra Mundial, um militar norte-americano, o Major Steve Trevor, chega com seu barco na ilha, se apaixona pela Mulher Maravilha e a leva para os Estados Unidos, sem saber de seus fantásticos poderes.
A primeira aparição da personagem na televisão foi em forma de especial, onde a Mulher Maravilha era interpretada por Cathy Lee Crosby. Mas quando foi transformada em série, a heroína tomaria seu rosto mais famoso e definitivo: o da bela Lynda Carter.
Como secretária do Major Trevor, a Mulher Maravilha oculta sua personalidade sob o nome de Diana Prince e só se transforma para lutar contra inimigos nazistas ou do espaço sideral. Porém, na 2ª Temporada da série (que se chamou As Novas Aventuras da Mulher Maravilha) as histórias se passam no final dos anos 1970, onde os novos inimigos são ditados pelo contexto da Guerra Fria.
Lynda Carter foi Miss EUA em 1973. Esta série marcou a estreia de Debra Winger como a Garota Maravilha, irmã menor da protagonista. A Mulher Maravilha teve mais de quatro anos de sucesso na tela americana e a originalidade, beleza e sensualidade da heroína foram as bases do seu sucesso internacional.


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O INCRÍVEL HULK

O Incrível Hulk foi um seriado inesquecível que conquistou milhões de fãs de todo o mundo. A série se caracteriza por uma grande originalidade - o herói da série pela primeira vez era assustador quando se transformava em herói, fato quase inédito na história da TV/cinema. Ele era fisicamente o anti-herói. Contra todas os padrões e modas de herói, era a série mais 'alternativa' da década. Exatamente ao contrário do Clark Kent que só virava objeto de desejo de Lois Lane quando se transformava no Superman, ou ainda o Homem Aranha que virava o ídolo. O Hulk era exatamente o contrário. As garotas se apaixonavam pelo personagem e se assustavam com o herói, feio, gigante, assustador, e perseguido pelos seus 'bons atos', quando se transformava era chamado de monstro e caçado. As mesmas garotas que ele teve o 'azar' de perder todas em todos os episódios... o mocinho sempre se dá mal. Antagônico aos padrões. Não era condecorado, ou adorado pelo povo e governantes. 

Mas a originalidade não pára aí. Ele também nunca se transforma, só porque quer, na hora que quiser. Não é alguém que entra numa cabine e sai 1000 vezes mais forte, porque aperta um botãozinho, ou porque deu 360º na cabine telefônica. É uma ficção, que usava de alguma  ciência para a explicação dos fatos... o que sempre me atraiu em qualquer ficção de cinema ou séries.

O Hulk da série era um médico, David Bruce Banner, (nos quadrinhos era Robert Bruce Banner), que no episódio piloto sofre um acidente junto com sua mulher. Ele consegue se retirar do carro que está virado, mas sua mulher continua presa nas ferragens e o carro prestes a explodir, ele tenta de toda forma com a máxima força virar o carro, mas não consegue. Ali começa a saga melancólica de nosso herói. Ao perder a esposa ele começa a procurar a explicação daquela força que todos nós temos nos momentos de aflição, desespero, perigo. Começa uma pesquisa incansável sobre essa força, e descobre que além da sensação de desespero, a emissão de raios gama combinada naqueles momentos, permitia essa força inexplicável até então. Resolve aplicar a si mesmo uma dose de raios gama. Mas após um erro no marcador do aparelho, sofre uma superexposição aos raios gama, e a partir daí não tem mais controle sobre seus momentos de aflição, desespero, perigo e nervosismo.

O Incrível Hulk era a série mais melancólica e apaixonante dos anos 80. Todos torcíamos por David Benner, e sempre aquela cena final, a mais marcante das séries dos anos 80, com aquela song pra lá de melancólica do Joseph Harnell, causava uma tristeza... Era o mais legal e melancólico seriado da década de 80, quase gótico, não fosse a cor verde new wave do nosso herói.
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Na primeira temporada tem vários episódios fenomenais, e alguns muito bem humorados, apesar de toda a situação triste, o Bill Bixby era comediante antes de fazer o Incrível Hulk, e ele não dispensa piadas interessantes e até sarcasmos em certos momentos... muito bom!

Tem um bem country (para mim é muito engraçado esse episódio, sei que este era para ser sério, mas eu  ri muito), Never Give a Trucker an Even Break, que lembra muito o filme "O Encurralado" de 71, muito legal, mas bem... "baseado" no filme do Spielberg, e traz a nossa querida song numa versão adaptada para um estilo country (horrível! mais assustadora que o próprio Hulk), e a cena mais funny deste primeiro ano é quando ele tenta ligar para a polícia e acabam as fichas. Ele precisando ligar, a mulher fala: "você tem mais 25 centavos?" e ele já ficando verde e com os olhos já transformados responde: "eu não tenho 25 centavos!!!", essa cena deve ter inspirado o filme Um Dia de Fúria... muito legal.
Talvez seja a base de uma campanha para não cobrarem ligações telefônicas de serviços essenciais, o que realmente eu também acho um absurdo, é o american way, até para ligar para bombeiros, polícia, para socorrer alguém, você tem que pagar... é de ficar verde de raiva!

Well, pelo menos com o Hulk pudemos entender literalmente a expressão - ficou verde de raiva... tenho leve desconfiança que o termo tenha nascido com o nosso herói verde.

Não foi a única vez, em Alice in the Disco Land (Alice no país da Disco, uma alusão ao Alice no país das maravilhas que a garota cita várias vezes no episódio), a nossa música lenta e melancólica é transformada numa versão Disco... Isso mesmo. Bem Disco Music. Este deve ter sido o primeiro remix de música lenta da história.
Interesting! Muito interessante, apesar da surpresa hilariante quando ouvi as primeiras notas, assisti poucas semanas depois da versão country e achei muito funny. Alguém tem a versão Disco da música do Hulk? 

Outro detalhe muito interessante deste episódio é que o Brian James participa do episódio. Só um esforcinho para lembrar, vai. É o Leon, primeiro andróide a aparecer logo no começo do filme Blade Runner, ah vocês lembram dele vai... 

Bom, mas voltando à história, a cada episódio, ele varia entre uma busca pela cura em uma cidade, com cientistas, médicos, índios, meditação, hipnose, e um passeio mesmo entre uma cidade e outra, neste caso apenas sofrendo as consequências da sua alteração. Enfrenta vários tipos de caçadores, caçadores profissionais, por hobby, por recompensa, e caçadores de história... afinal tem o mala do jornalista McGee, até ele foi salvo pelo Hulk.... até ele... perseguidor, o próprio que chega a apontar uma arma para Banner.. mas não terá graça se eu contar esta cena.... 

Bill Bixby, era um ótimo comediante, mas também muito bom em cenas emotivas. Uma das mais fortes e envolventes cenas, no episódio The Psychic, Benner, entra em desepero, e chora bastante... Bill Bixby arrasa na interpretação, com certeza um dos melhores episódios da série, realizado na terceira temporada. David neste episódio está trabalhando numa mercearia, e é suspeito de ter assassinado um garoto, ele mesmo não sabe se o fez ou não. Logo após ver a notícia na TV, ele, que salvou tantos do suicídio, inclusive a Alice... ah! não vou contar todos os episódios.
Well, mas este é um dos mais emocionantes. David sobe na janela do apartamento e se prepara para se suicidar... e a garota, paranormal, tenta salvá-lo:

Annie: Suicídio não é a resposta. Isso não irá trazer o garoto de volta.
David: Não é suicídio. Isto é uma pena de morte... a criatura está em julgamento, eu serei o juiz e o júri... David Banner está morto. Estou tirando a vida de um fugitivo...

Realmente emotiva...e para variar melancólica... acho mesmo a série mais triste dos anos 80....

Bill Bixby, o David Benner, o Hulk magrinho de 1,75, morreu em 21 de novembro de 1993 de câncer de próstata. Trabalhou em algumas séries anteriores como 'meu querido marciano' - será que daí que tiraram a idéia do homem verde pra ele?

Bill era formado em dramaturgia, fez também o filme "Ilha da Fantasia", o filme, não a série que o filme gerou... Fez também parte da série Mágico, no estilo do genial Harry Houdini, tão bem lembrado também na música do Kon Kan. Trabalhou tambem no filme 'Não Roubem o Meu Bebê'... o que pode tambem ter gerado a idéia de um dos episódios onde, uma empresa especializada em vender bebês de mães desesperadas que não podem criar os filhos... ele descobre a trama, e neste episódio, mais do que em qualquer outro, acho que foi forçado a não chamar a polícia e querer resolver com seus próprios meios... virando hulk....

Lou Ferrigno, nasceu em Nova Iorque em 1952, apesar do sobrenome italiano, muitos achavam que ele era italiano, teve uma infecção ainda na infância que o deixou com problemas de audição, com pouquíssima audição. Ele tinha acabado de ganhar o título mundial de fisiculturismo no ano anterior, que era o vice? Arnold Schwarzenegger, que foi o ator recusado para o papel, e ele mesmo indicou o campeão Ferrigno, que era mais forte e pesado. Lou foi o único a ganhar por duas vezes o título de Mr Universo. Lou também trabalhou em diversos filmes após o sucesso da série, fazendo até uma ponta no próprio filme Hulk (dos quadrinhos) lançado em 2003, fazendo papel de policial.

Enfim, uma série apaixonante dos anos 80, provavelmente a mais bem produzida e adorada, além de uma das mais premiadas de toda a década.

 Curiosidades:

Vocês repararam que as calças e as camisas sempre rasgavam, mas na cintura nunca............... como???

Tem também uma lenda hilária... mas essa eu não posso confirmar, diria que assisti a quase todos episódios desde a época, mas não lembro de ter visto a lenda. Numa dessas dele ficar nervoso por pouca coisa, como a cabine telefônica, diz a lenda, que ele estava apertado... entrou num boteco... e foi ao banheiro.... advinhem.... foi lá e tal, mas não tinha papel.... aí.... well... ficou verde de raiva e começou a quebrar o bar..... well... não sei se é real, mas renderia uma boa piada.

Lou Ferrigno, também tinha muito bom humor, meio trágico mas tinha... Uma vez ele saiu do set de filmagem como Hulk transformado, só para fazer uma brincadeira, saiu todo verde. Well, aconteceu um engavetamento quando um motorista o viu no outro carro e entrou em desespero, achou que a série tinha virado real e saiu voando sem olhar para frente, só concentrado no Hulk... resultado... 3 acidentes na estrada.

O primeiro episódio em que lembro do Hulk falar é King of the Beach, isso só aconteceu no quarto ano, vale a pena conferir, mas ele só foi falar no quarto ano da temporada... é para ficar verde de raiva com o diretor mesmo!

Narração da abertura de série: "Doutor David Banner... Médico, cientista. Em busca da força que todos possuem, acaba recebendo uma dose maciça de raios gama e agora, quando se enfurece ou se sente ultrajado, se transforma e tem de enfrentar a sua maldição: o Incrível Hulk!"  


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OS FILMES CLÁSSICOS DO HULK 

(Bill Bixbi & Lou Ferrigno)

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JEANNIE É UM GÊNIO



Ficha Técnica
Título: Jeannie é um Gênio (I Dream of Jeannie/1965-70/EUA/P&B/Cor/Colorizado)
Criação: Sidney Sheldon
Produção: Sidney Sheldon
Elenco: Barbara Eden (Jeannie), Larry Hagman (Major Nelson), Bill Daily (Major Healey), Hayden Rorke (Dr. Alfred Bellows), Emmaline Henry (Amanda Bellows), Barton MacLaine (General M. Peterson), Vinton Hayworth (General Winfield Shaeffer)
Tema Musical: Richard Wess (1ª Temp.), Hugo Montenegro e Buddy Kaye (2ª a 5ª Temp.)
Formato: 139 episódios de 25 minutos em 5 temporadas
Estúdio/Distribuição: Columbia Pictures Television/Screen Gems
Dublagem: AIC/SP. Com Líria Marçal (Jeannie), Emerson Camargo (Major A. Nelson – 1ª Temp.), Flávio Galvão (Major A. Nelson – 2ª a 5ª Temp.), Dráusio de Oliveira (Major R. Healey), Osmano Cardoso (Dr. A. Bellows – 1ª Temp.),  Xandó Batista (Dr. A. Bellows – Fim da 1ª à 5ª Temp.), Helena Samara (Amanda Bellows), Elvira Samara (Amanda Bellows – alguns episódios), João Ângelo (General Schaeffer), Roberto Mendes (General Peterson – 1ª Temp.),  Magno Marino (General Peterson – 2ª e 3ª temp.), José Miziara (General Peterson – 4ª temp.)


O Início
A série A Feiticeira havia estreado nos Estados Unidos em setembro de 1964, via rede ABC. Fez sucesso instantâneo e chamou logo a atenção de redes concorrentes. Uma delas – a NBC – passou a ver no filão de “mágicas” uma enorme fonte de audiência e decidiu encomendar um projeto semelhante. Sol Saks, produtor e roteirista de A Feiticeira, foi convidado pela NBC a participar do projeto, mas recusou a empreitada por considerar tal atitude pouco ética.
Assim sendo, a NBC procurou pelo novelista Sidney Sheldon e pediu para que este criasse uma série também com muita mágica e que fosse estrelada por uma linda mulher que mexesse com a imaginação dos homens. Sheldon consultou um dos produtores de A Feiticeira – Harry Ackermam – e como ele não se opôs à ideia, começou então a desenvolver o episódio-piloto da série que ficaria conhecida por I Dream of Jeannie (no Brasil, Jeannie é um Gênio).


A Série

Sheldon elaborou uma trama onde um Capitão da NASA, chamado Anthony Nelson, testa um novo foguete, mas que apresenta problemas e cai numa ilha do Oceano Pacífico (na verdade, uma praia chamada Zuma, ao Sudoeste da Califórnia). Enquanto aguarda socorro, ele encontra nas areias uma estranha garrafa e, ao abri-la, liberta uma linda gênio chamada Jeannie. Grata, ela está pronta para realizar todos os desejos de Tony, seu amo, custe o que custar.
Nelson reluta em levá-la, mas Jeannie volta para a garrafa e consegue deixá-la entre os pertences do Capitão, indo parar em sua residência, em Cocoa Beach, na Florida.
Muito travessa e ciumenta, Jeannie usará seus poderes para colocar seu amo nas mais divertidas e complicadas situações.
A série mostrou um modelo de mulher ideal, que os homens fantasiavam. Ela deveria ser bonita, charmosa e que realizasse os desejos masculinos. E assim foi feito. Ao invés de um gênio gordo, uma belíssima garota com poderes mágicos para realizar qualquer sonho. E a profissão do novo “amo” seria a de astronauta e piloto da Força Aérea, que simbolizava o heroísmo naquela década de 1960, auge da Era Espacial.
O capitão, depois major, prefere que Jeannie não faça uso de seus mágicos poderes e procura esconder sua verdadeira identidade de todos os amigos e demais pessoas. Sempre que Jeannie usa suas mágicas, o major fica quase sem saída para dar explicações aos superiores da Nasa, principalmente para o Coronel Bellows, o psicanalista da base de operações da NASA, que tenta descobrir a causa das coisas estranhas que passam a acontecer quando ele está por perto.
Aliás, estas cenas com o Dr Bellows são das mais engraçadas, visto que o doutor sempre tenta desmascarar o segredo do Major Nelson na frente dos outros. Por várias vezes, o doutor passou-se por louco, visto que ele é a única pessoa que testemunha os resultados intrigantes que as mágicas de Jeannie provocam. E aí é que está o ponto engraçado, pois ele nunca vê a mágica, mas sempre o resultado delas.
O atrapalhado Major Healey, o melhor amigo de Nelson, é o único a saber da existência de Jeannie, quando sem querer, acaba descobrindo o segredo da garrafa. Healey tentar namorar Jeannie, quando a conhece na forma de uma moça comum. Mas ele consegue guardar segredo e, por várias vezes, tenta ajudar Tony a sair das enrascadas que Jeannie o envolve. Mas, ao invés de ajudar, acaba geralmente encrencando mais o seu amigo.
“Diferente, divertido, surpreendente. Um programa verdadeiramente genial. A garota desse programa é sonho, é um espetáculo, é muito viva. Jeannie é um Gênio!” (abertura da série)
O Elenco
A atriz Barbara Eden sempre foi a primeira escolha de Sidney Sheldon para o papel de Jeannie, já que o novelista admirava sua beleza e sensualidade. Larry Hagman foi escolhido dentre vários atores que fizeram testes para o papel de Anthony Nelson. Consta que sua situação pessoal não era nada boa na ocasião, já que tinha apenas 20 dólares no bolso e estava desempregado há nove meses, com a família acampada em uma praia. Curioso se considerarmos que Hagman era filho da atriz Mary Martin e de um advogado chamado Benjamin Hagman. Bill Daily foi convidado para ser Roger Healey pelo fato de ter atuado num dos primeiros episódios de A Feiticeira, assistido por Sidney Sheldon.


1ª Temporada
Após a contratação dos demais atores, as filmagens do piloto foram levadas a efeito, sendo encerradas ainda no início de dezembro de 1964. Vale salientar que o projeto foi encomendado pela NBC para concorrer com A Feiticeira, que era da ABC, mas curiosamente sendo produzido pelo mesmo estúdio, a Columbia Pictures Television, que era associada da produtora Screen Gems.

Quando os executivos deram sinal verde para o início da produção de Jeannie é um Gênio, Barbara Eden (na ocasião casada com o ator Michael Ansara) estava grávida. A saída encontrada pela produção foi esconder a barriga de Barbara atrás de um véu e roupas folgadas.
Dois dias após ter estreado na tevê americana, o primeiro episódio de Jeannie é um Gênio foi duramente criticado pela revista Variety: “A produtora Screen Gems, tendo obtido grande sucesso com A Feiticeira, faz uma tentativa de conseguir outro sucesso nesta nova temporada, só que desta vez a boneca é um gênio e não uma bruxa. Jeannie é um Gênio não é original na sua execução. É também sem imaginação e acima de tudo infeliz. Trata-se de uma das estreias mais fracas desta temporada”.
A exemplo de A Feiticeira, Jeannie teve a 1ª Temporada produzida em preto e branco. Nela, Anthony Nelson ainda é Capitão e possui uma namorada chamada Melissa (Karen Sharpe) que é filha do General Stone (Phillip Ober). Durante esta temporada, Jeannie comporta-se como uma menina levada e inconsequente. Acaba com o noivado de Anthony Nelson e só é descoberta por Roger Healey no episódio 17, denominado “Um Astronauta Rico Demais” (The Richest Astronaut in the Whole Wide World).

2ª a 4ª Temporadas
A partir da 2ª Temporada, Jeannie é um Gênio ganhou cores e, tanto Nelson quanto Healey, foram promovidos a graduação de Major. Jeannie passou a ser mais sexy e ciumenta, colocando o personagem de Tony Nelson em várias situações hilariantes, algumas beirando o puro pastelão. O tema musical da 1ª Temporada, composto por Richard Wess, foi substituído por outro tema, composto por Hugo Montenegro e Buddy Kaye. Assim como o tema, a apresentação também foi trocada por uma animação bem ao estilo da abertura da concorrente A Feiticeira.


Elenco principal
O número de situações onde o Dr. Bellows (Hayden Rorke) passa a ser contrariado aumentou e a série ganhou em movimentação. Apesar disso, nenhuma das cinco temporadas que compõem o seriado consta da listagem das 20 séries mais assistidas nos Estados Unidos no período 1965/70.
Vale dizer que o primeiro episódio de Jeannie é um Gênio filmado em cores foi “Gatilho Relâmpago” (Fatest Gun in the East), mas o episódio de estreia da 2ª Temporada foi “Há Gênios e Gênios” (Happy Anniversary), levado ao ar em 12/09/66. Nesse episódio, o ator convidado é Michael Ansara, então marido de Barbara Eden.
No período compreendido entre 1966/69, vários foram os atores famosos que apareceram na série, entre eles, Sammy Davis Jr, Groucho Marx, uma jovem Farrah Fawcett e até Dick Sargent, antes de ser chamado para substituir Dick York na série A Feiticeira.
Embora a 2ª Temporada tenha começado com situações hilárias e boa audiência, há que se ressaltar que o interesse do público por Jeannie foi decaindo durante a 3ª e 4ª temporadas. Sidney Sheldon deixou a equipe de produção, optando por escrever seus famosos romances. Durante a 4ª Temporada, o ator Barton MacLaine (que vivia o General Peterson) veio a falecer. Para seu lugar, foi chamado o ator Vinton Hayworth (que encarnava o General Schaeffer). Mesmo com esse desgaste, o programa ainda agradava a muitos e conseguia se manter na grade de programação da NBC.
A partir da 3ª Temporada, alguns episódios contam com a participação da irmã espertalhona de Jeannie, vivida pela própria Barbara Eden. Quando as duas personagens precisavam aparecer em uma mesma cena, a dublê utilizada era Evelyn Moriaty. O principal objetivo da irmã era conquistar o Major Nelson.
Ainda na 3ª Temporada, Sidney Sheldon passou a escrever cada vez menos os roteiros dos episódios. Ele passava a dedicar-se mais a escrever  seus grandes romances. Dos 133 episódios de Jeannie, 54 foram escritos por Sheldon. Na 3ª Temporada, por exemplo, apenas 12 foram escritos por ele.

5ª Temporada (1969/70)
A 5ª Temporada foi problemática e acabou determinando o fim da série. Tudo porque a NBC ordenou que Tony e Jeannie deveriam se casar. É incrível como os executivos da produção não foram capazes de adivinhar que isso acabaria com o encanto da série. Transformaria ambos num casal comum e assim o principal atrativo do programa seria extinto. Todos no elenco foram contra a ideia, mas acabaram seguindo as instruções impostas pela rede exibidora.
Larry Hagman era o mais inconformado e tornou-se uma figura difícil de lidar a partir de então. Havia um consenso que o programa poderia ficar mais tempo no ar se o casamento dos personagens não ocorresse. O episódio da oficialização da união de Tony e Jeannie foi levado ao ar em 02/12/1969 e chamou-se “The Wedding” (“Os Esponsais”). Em meio a essa turbulência e a índices de audiência que começaram a despencar, Jeannie é um Gênio acabou ao final da 5ª Temporada, com 139 episódios produzidos.


A Volta de Jeannie é um Gênio
Nem tão diferente, nem tão surpreendente. A ideia de trazer Jeannie de volta tornou-se realidade em 1985, quando foi produzido o telefilme “Jeannie é um Gênio: 15 Anos Depois” (I Dream of Jeannie: 15 Years Later), com 120 minutos de duração e dirigido pelo mesmo William Asher que produziu e dirigiu episódios de A Feiticeira. Asher também foi casado com a atriz Elizabeth Montgomery, a protagonista de A Feiticeira.
O filme não causou nenhum impacto, foi considerado fraco e as comparações com o tempo da série foram inevitáveis. O maior problema da fita é a ausência de Larry Hagman no papel do Major Anthony Nelson. Em seu lugar fora escalado o ator Wayne Rogers. Ainda assim, em 1991, uma nova produção televisiva foi tentada. Chamou-se “Jeannie Ainda é um Gênio”. O resultou ficou pior ainda, já que Hayden Rorke (o Dr. Bellows) havia falecido e excluíram o personagem de Tony Nelson, alegando que o mesmo estava em missão secreta (!).

Durante muito tempo, a desculpa oficial dada para a não convocação de Larry Hagman para esses filmes, era a de que ele estaria preso a outros compromissos (em especial com a série de tevê Dallas). Correm hoje informações de que o mesmo teria sido sondado por telefone em 1985, mas que teria achado o valor oferecido – cerca de 5 mil dólares – muito pouco para o que o papel representava. Hagman chegou a argumentar que o justo seria ganhar o que Barbara Eden estaria ganhando para estrelar tal produção. Depois de alguma conversa ele não foi mais acionado e Wayne Rogers fora colocado em seu lugar. Isso que teria decepcionado em muito o ator Bill Daily. Hagman teria admitido que tinha o filme gravado em casa, mas que nunca teve coragem de assisti-lo, já que nem Sidney Sheldon, ou qualquer um de seus antigos colegas, o procuraram para incentiva-lo a participar de tal produção.
Jeannie x Feiticeira
Antes mesmo antes de estrear, Jeannie é um Gênio era apontada como uma espécie de imitação da série A Feiticeira, um sucesso da época. Verdade ou não, Jeannie é um Gênio começou depois e terminou antes. Seguem algumas coincidências:


• Sequências de entrada com desenhos animados.
• Temas musicais instrumentais.
• Temas musicais cantados não aproveitados na série.
• Parentes gêmeas e más, usando peruca com cabelo escuro.
• Amigos abelhudos (Gladys Kravitz em A Feiticeira e o Dr. Bellows em Jeannie é um Gênio).
• As duas séries começaram a ser produzidas em preto e branco e com as atrizes principais grávidas.
• Os cenários da casa de Samantha e James são os mesmos da casa do Dr. Bellows e de Amanda Bellows.
• William Asher, diretor de A Feiticeira e marido de Elizabeth Montgomery, dirigiu o filme “Jeannie é um Gênio: 15 Anos Depois” em 1985.



Barbara Eden
Barbara Eden nasceu Barbara Jean Moorehead, em 23 de agosto de 1934, nos EUA. Aos 17 anos, foi eleita Miss São Francisco. No fim de 1957, conheceu o ator Michael Ansara, com quem se casou em 17 de janeiro de 1958. Quando a produção de Jeannie é um Gênio foi autorizada, Eden descobriu que estava grávida. Ficou muito feliz e pensou até em desistir do projeto. Mas, Sidney Sheldon convenceu a todos que ela deveria ser mantida e sua condição de grávida disfarçada. Seu filho, Matthew Ansara, nasceu em 29 de agosto de 1965.
Durante a produção da série, uma grande polêmica chegou a ser formada pelo fato da atriz não poder mostrar o umbigo (!), escondendo a gravidez;
A série terminou em 1970 e, no ano seguinte, Barbara voltou a atuar com Larry Hagman, no filme “A Howling in the Woods”. Logo depois, perdeu um bebê que esperava aos sete meses de gravidez. Em 1972, começou a se recuperar da perda do filho e a se dedicar a um show que fazia em Las Vegas. Em 1973, seu casamento com Michael Ansara chegou ao fim. Casou-se em 11 de setembro de 1977 com Charles Fergert, um repórter de Chicago. Um pouco antes de seu casamento, seu filho Matthew anunciou que queria ir morar com o pai.
Em 1974, Barbara Eden quase conseguiu um programa próprio. O projeto, no entanto, fora rejeitado pelos executivos de produção.
A atriz estrelou, em 1981, o filme “Harpey Valley”, que conseguiu repercussão e até gerou uma série de tevê, que durou duas temporadas. Nessa mesma época, as grandes diferenças entre ela e seu marido ficaram evidentes e eles se divorciaram em 1982.
Quando voltou a morar na Califórnia, Eden levou um choque ao descobrir que seu filho Matthew Ansara estava viciado em drogas. Na mesma época, a mãe da atriz faleceu devido a um câncer de pulmão.
Em 1989, Barbara Eden conheceu o executivo Jon Eicholtz. Apesar de toda a fama de Jeannie é um Gênio, ele não tinha a menor ideia de quem ela era. Em 5 de janeiro de 1991, após dois anos de namoro, casaram-se na cidade de São Francisco.
Barbara voltaria a trabalhar novamente com Larry Hagman em 1991, na série de tevê Dallas. Em 1999, esteve no “Donny and Marie Show”, numa reunião com seus colegas Larry Hagman, Bill Daily e o criador de Jeannie, Sidney Sheldon.
Em 2001, voltou a passar por momentos difíceis ao perder seu único filho, Matthew Ansara, encontrado morto dentro de seu carro, em um subúrbio de Los Angeles, dia 25 de junho. Fora constatado que ele falecera devido a intoxicação aguda de heroína.
Barbara Eden continua trabalhando como atriz, com participações esporádicas em filmes e séries. Em 2009, apareceu no telefilme “Always and Forever” e, em 2011, lançou a autobiografia “Jeannie out of the Bottle”.
A atriz apareceu vestida novamente como Jeannie, aos 78 anos de idade, na noite do dia 25/05/2013, durante um evento de caridade. Ela apareceu publicamente usando a famosa roupa de gênio, após 43 anos do término de Jeannie é um Gênio. No papel de “amo”, o personagem Major Tony Nelson foi representado pelo ex-presidente norte-americano Bill Clinton. O evento é chamado Live Gall e se realiza todos os anos na cidade de Viena (Áustria), a fim de arrecadar fundos para a pesquisa da cura da AIDS.


Larry Hagman
Larry Hagman nasceu em 21 de setembro de 1931, nos EUA, filho de Mary Martin, uma aspirante a cantora que depois de tornou atriz, e de um advogado chamado Benjamin Hagman. Em 1952, alistou-se na Força Aérea Americana, onde permaneceu até 1956. Em dezembro de 1954, se casou com a designer sueca Maj Axelsson, com quem teve dois filhos: Kristina Mary e Preston.
Sua primeira participação na tevê foi em “Goodyear Television Playhouse”, no ano de 1957. Em seguida, fez participações especiais nas séries Decoy, Aventura Submarina e Os Defensores. Em 1965, finalmente conseguiu ser contratado para estrelar sua primeira série: Jeannie é um Gênio.
Após o cancelamento de Jeannie, Hagman estrelou com Donna Mills e David Wayne a sitcom The Good Life, de curta duração (18/09/71 a 08/01/72). A série foi exibida no Brasil, pela TV Bandeirantes, com o título Os Boas Vidas.
Outro grande papel de Hagman veio em 1978. Ele foi escolhido para interpretar JR Ewing, o vilão de Dallas, a primeira série-novela noturna dos EUA. Sua produção se estendeu até 1991 e tornou Hagman uma estrela de primeira grandeza. O programa rapidamente se transformou em um dos principais da rede CBS, atraiu atenção internacional e inspirou regravações. Dallas é a história de uma família do Texas, muito rica devido ao petróleo e ao gado. Sua trama é recheada de punhaladas pelas costas, negócios dúbios, brigas familiares, violência, adultério e outros maus comportamentos. JR é um homem de negócios sem escrúpulos, malicioso e manipulador.
Em 1995, o ator sofreu um transplante de fígado, devido a uma cirrose, após décadas regadas a muito álcool. Hagman adquiriu o vício no álcool durante a produção de Jeannie é um Gênio.
O ator voltou à tevê em 1997, como um juiz em uma série que durou apenas oito episódios: Orleans. Depois, passou a fazer participações especiais em séries como Nip/Tuck e Desperate Housewives.
Em 1998, atuou no filme “Primary Colors”, com John Travolta e, em 1999, participou do “Donny and Marie Show” com seus colegas Barbara Eden, Bill Daily e Sidney Sheldon.
Em 2001, Larry publicou sua autobiografia, intitulada “Hello Darlin’: Tall (and Absolutely True) Tales about My Life”. Revelou que além de consumir álcool em excesso, fumava maconha e tomava LSD durante os anos 1960. Vivendo como hippie na época, Hagman revelou em seu livro que estava ansioso por experimentar LSD, mas que não sabia onde conseguir. Até conhecer Peter Fonda, filho de Henry e irmão de Jane Fonda.
Até que, em 2011, foi convidado a interpretar novamente seu personagem favorito, JR Ewing, em uma continuação de Dallas para o canal TNT (não foi um remake). Larry participou dos 10 episódios da 1ª temporada. Mesmo com o câncer diagnosticado, chegou a gravar seis episódios da 2ª temporada.
Larry Hagman morreu no dia 23/11/2012, aos 81 anos, em decorrência de complicações surgidas em sua luta contra um câncer na garganta. No momento de sua morte, que coincidiu com a celebração do Dia de Ação de Graças, a família e alguns amigos mais próximos se encontravam junto a ele. “Quando morreu, estava rodeado por seus entes queridos. Partiu tranquilamente, como ele teria desejado”, disse um comunicado.
Linda Gray, que interpretou a mulher de J.R. Ewing, Sue Ellen, estava com Hagman em Dallas quando ele morreu. “Larry Hagman foi meu melhor amigo por 35 anos”, disse Gray. “Ele trouxe alegria a todos que conhecia. Era criativo, engraçado, amável e talentoso, e eu sentirei grande saudade dele”.
A atriz Barbara Eden publicou em sua página do Facebook: “Eu ainda não consigo expressar o choque e o impacto que a notícia da parte de Larry Hagman teve em mim. Eu ainda me lembro do nosso primeiro dia de gravação na praia de Zuma. Um dia muito frio. A partir daquele dia, ao longo de cinco anos, Larry foi o centro de muitos momentos memoráveis, divertidos e chocantes que ficarão para sempre em meu coração. Ele foi um elemento chave em minha vida por muito tempo, mesmo depois que Jeannie é um Gênio acabou. Nossos caminhos se cruzaram várias vezes. Através de diversas produções tive o prazer de assistir ao ‘tornado do Texas’, que era Larry Hagman. Em meio a um turbilhão de gargalhadas, com um grande sorriso e uma personalidade marcante Larry sempre foi apenas Larry. Não dá para culpá-lo por isso, era assim que ele era. Eu, como muitos outros, acreditava que ele tinha conseguido vencer o câncer. Mas esta notícia é apenas uma forma de nos lembrar que a vida não traz garantias. (…) Honestamente digo que perdemos não apenas um grande ator, não apenas um ícone da televisão, mas um representante puro do que é ser americano. Adeus Larry, não houve e não haverá ninguém como você”, declarou Barbara Eden.

Curiosidades
• Muitos críticos da série Jeannie é um Gênio chamavam a atenção para o aspecto, segundo eles negativo, de se mostrar uma mulher se dirigindo a um homem como “amo”. Mas, eles não percebiam que esse era um termo muito mais carinhoso e não de respeito e submissão.
• O casamento de Jeannie e Tony, que sempre foi o maior sonho e objetivo de Jeannie, foi exatamente o motivo do fim da série.
• Quando Jeannie se cansava, virava fumaça e retornava à sua garrafa. Tal efeito levou três semanas para ser concluído e teve de ser reelaborado para a 2ª Temporada, com a chegada das cores.
• A garrafa de Jeannie na série tinha o tamanho de uma garrafa normal. Era de whiskey Jim Beam, escolhida por Sidney Sheldon. Foram criadas três unidades, todas com uma pintura especial.  Quando a série foi cancelada, uma garrafa foi dada à Barbara Eden, outra a Larry Hagman e a outra a Bill Daily. Eden tinha, ainda, uma primeira garrafa que não chegou a ser usada na série. A atriz as guarda até hoje.
• A casa de Tony foi usada algumas vezes na série A Noviça Voadora. A casa dos Bellows era a mesma de Samantha e James Stephens em A Feiticeira.

Versão animada de Jeannie
• Jeannie é um Gênio já tinha sido cancelada, mas entre 1973/75, ganhou uma versão em desenho animado com 16 episódios, produzidos pelos estúdios Hanna-Barbera. Mas, as tramas do desenho eram muito diferentes da série original, mostrando aventuras adolescentes de dois amigos. Jeannie não pisca para fazer mágica, mas sim, mexe seu rabo-de-cavalo. Há também um novo personagem chamado Babu, que é um gorducho e atrapalhado aprendiz de gênio que está sempre com Jeannie. Babu, tem a voz do “Pateta” Joe Besser no áudio original em inglês. E para completar, seu amo não é um astronauta, mas um adolescente chamado Corey, que tem Henry como seu melhor amigo. Jeannie vive em uma garrafa e Babu em uma lâmpada. A produção teve bons índices de audiência nos EUA. No Brasil, foi exibida pela Rede Globo e, já na Era da TV por assinatura, pôde ser vista no canal Boomerang (fase clássica).
• William Henry Rorke (Hayden Rorke) nasceu em 23 de outubro de 1910 no Brooklyn, Nova Iorque, EUA. Quando começou a trabalhar no teatro, adotou o sobrenome de sua mãe, Hayden, como seu primeiro nome. Prestou serviço militar durante a 2ª Guerra Mundial e depois voltou à carreira artística. Antes de viver o Dr. Bellows em Jeannie é um Gênio, teve papéis regulares nas séries Mr. Adams and Eve (1957/58) e No Time For Sergeants (1964/65). Fez participações especiais em séries como The Red Skelton Show, I Love Lucy, Perry Mason e Bonanza. Em 1986, descobriu que tinha câncer de estômago. Faleceu em casa no dia 19 de agosto de 1987.
• Emmaline Henry (a Sra. Bellows) nasceu em 1º de novembro de 1930, na Filadélfia, EUA. Após Jeannie é um Gênio, fez participações em The Bob Newhart Show (1972), Three’s Company e O Barco do Amor (1977). Nunca se casou ou teve filhos. Faleceu em 8 de outubro de 1979, vítima de câncer.


No Brasil
Jeannie é um Gênio estreou no Brasil em 1966, pela TV Paulista, canal 5 de S. Paulo. Hoje em dia, tal emissora compõe a Rede Globo de Televisão. Neste canal, foi exibido pela primeira vez a 1ª Temporada da série, ainda em preto e branco.
Ao contrário do que ocorrera nos Estados Unidos, Jeannie é um Gênio transformou-se rapidamente em um enorme sucesso no Brasil. Talvez, Jeannie tenha tido mais adeptos do que A Feiticeira, tendência contrária a dos americanos.
Em 1968, a série foi adquirida pela TV Excelsior, canal 9 de São Paulo, que providenciou o lançamento dos episódios da 2ª Temporada. Nessa ocasião, Larry Hagman esteve no Brasil e deu uma entrevista exclusiva para o canal (alguns dizem que a entrevistadora foi Branca Ribeiro, outros dizem que foi a atriz Márcia Real). O público brasileiro estranhou bastante o ator, pois além de estar visivelmente mais gordo, era portador de um tom de voz horrível, além do que, como adepto do movimento hippie, usava roupas e colares extravagantes. O que poucos sabem é que a mãe de Hagman – a atriz Mary Martin – morou durante algum tempo em nosso país (há quem diga que numa fazenda em Goiás), só retornando aos Estados Unidos após a morte do segundo marido, Richard Halliday, ocorrida em 1973. Mary faleceu em 3 de novembro de 1990.
Depois da Excelsior, Jeannie é um Gênio foi para a TV Record, canal 7 de São Paulo, que exibiu também os episódios da 3ª, 4ª e 5ª temporadas.
O seriado mereceu, depois, inúmeras e sucessivas reprises em várias emissoras. Com o advento da TV colorida, os episódios da 1ª Temporada deixaram de ser comercializados por um bom tempo, até que, o Warner Channel, em 1996, passou a reprisar temporada em preto e branco em seu formato original. A Warner também exibiu os episódios da fase colorida.
Detalhe merecedor de elogios é a preservação da dublagem da série, gravada pela AIC. Em alguns episódios, a banda de som foi danificada e o canal da Warner os exibiu com legendas e som original.
No ano de 1999, a Rede TV! estreou sua programação, incluindo episódios da 1ª Temporada de Jeannie, colorizados por computador. Isso garantiu uma sobrevida comercial para esses episódios. Em março de 2002, a emissora deixou de exibir a série. Os motivos teriam sido pela falta de pagamento de exibição. Na ocasião, a série A Feiticeira foi exibida juntamente com Jeannie.
Em 2004, o estreante canal pago TCM também exibiu Jeannie é um Gênio juntamente com A Feiticeira e outras tantas séries. Ainda em 2004, Jeannie estreou também na Rede 21, do Grupo Bandeirantes, dentro da faixa noturna “Cult Séries”. No ano seguinte, foi exibida pelo extinto canal pago Retro Channel e, em fevereiro de 2006, estreou no canal Nickelodeon, dentro do bloco “Nick at Nite”, especializado em comédias produzidas entre os anos 1960/90.

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A FEITICEIRA


Emissora: ABC.
Emissora no Brasil:  TV Paulista, TV Excelsior, TV Record, Rede 21 e Rede Tv!.
Ano de Produção: de 1964 a 1972 (248 episódios).
Preto e Branco e Cores.
Companhias Produtoras: Columbia Television e William Asher.

A Série 
O projeto da série A Feiticeira teve seu inicio logo após o terceiro casamento de Elizabeth Montgomery, em 1963, com Willian Asher, por quem se apaixonou durante a filmagens de Johnny Cool, num filme dirigido por ele. Desde a algum tempo Elizabeth vinha expressando seu desejo de se aposentar como atriz, ter filhos e levar uma vida familiar normal. Asher então sugeriu que eles poderiam trabalhar juntos em uma nova série para a televisão, e assim passaram a idealizar esse projeto.
Pouco tempo depois, estava pronto um projeto em que mostrava o dia-a-dia de um frentista de um posto de gasolina, casado com mulher da alta sociedade. Os conflitos gerados por essa união seriam o tema da série. Asher apresentou essa proposta para William Dozier, da Columbia Television, que não se entusiasmou com a proposta, pois um projeto semelhante havia sido apresentada em 1961, por outro produtor, Harry Ackerman, em que mostrava os conflitos de um publicitário casado com uma bela feiticeira.

A partir da segunda temporada a série passou a ser exibida em cores. Naquele ano o seriado alcançou o sétimo lugar na audiência americana, com uma média de 23.4 pontos.
Durante a produção, ocorreram algumas mudanças de elenco. A primeira a sair foi Irene Vernon, que deixou a série em busca de melhores papéis, sendo substituída por Kasey Rogers na fase a cores da série. Para que o público não sentisse a mudança, Rogers teve que tingir seus cabelos ruivos para preto, voltando a sua cor natural mais tarde; O pai de James era vivido por dois atores, Roby Roberts e Robert F. Simon, porque cada um era contratado por episódio. Assim, quando um não estava disponível, chamavam o outro; Já Alice Pearce morreu vítima de câncer e em seu lugar chamaram Sandra Gould, 20 anos mais jovem que George Tobias, que interpretava seu marido; Quem também morreu durante a produção foi Marion Lorne, a Tia Clara, mas seu personagem era tão querido do público e a atriz tão marcante, que os produtores resolveram não substituí-la, entrando em seu lugar uma nova personagem, Esmeralda, interpretada por Alice Ghostley. Tal qual tia Clara, Esmeralda fazia o papel da atrapalhada bruxa cujos poderes causam problemas para os Stephens.
Mas, a mudança mais significativa foi a do personagem James Stephens (que nos EUA é chamado de Darrin). Dick York precisou deixar a série quando sua saúde declinou em virtude de dores na coluna, ocasionadas por um acidente automobilístico em 1959. O ator foi substituído por Dick Sargent, que na verdade tinha sido a primeira escolha para o papel, mas por não estar disponível na época, foi substituído por York. Os produtores decidiram não explicar a mudança, já que o assunto tinha sido amplamente divulgado pela imprensa e uma mudança de personagem não caberia no enredo.

A série teve sua produção encerrada em 1972, época em que perdia na audiência para a sitcom Tudo em Família. Em 1977 lançaram uma série mostrando como estavam os filhos de Samantha, o programa chamava Tabatha e tinha nos papéis principais Lisa Hartman (Tabatha) e David Ankrum (como Adam). O seriado durou apenas 13 episódios.

A História
O publicitário James Stephens leva uma vida normal trabalhando com Larry Tate na agência "McMann & Tate", até casar-se com a bela Samantha (Elizabeth Montgomery). Essa delicada jovem muda para sempre sua visão do mundo ao lhe revelar sua real natureza: ela é uma feiticeira.
Para o casamento funcionar, James exige que ela desista da bruxaria e viva com ele como uma mortal. O acerto poderia funcionar, não fosse a constante interferência da família de Samantha, que de forma alguma concorda com essa nova existência mortal sem o uso da mágica. Assim, James passa a ser atormentado por sua sogra, Endora, e seu séqüito de bruxos e feiticeiras. A família de Samantha era composta pela Tia Clara, uma bruxa muita velha e que quase sempre errava nas mágicas; o pai de Samantha, Maurice, separado de Endora e que adorava fazer citações teatrais; o médico especialista, o Dr. Bombay; além do tio Arthur e a prima Serena (interpretada também por Elizabeth Montgomery). 
Os Stephens tinham ainda um casal de vizinhos, o Sr. Abner Kravitz, um aposentado que vivia vendo televisão e lendo jornal, e sua esposa Gladys que tinha como paixão bisbilhotar a vida dos outros.
Samantha e James Stephens tiveram 2 filhos, Tabatha, que nasceu em 1966 com poderes de feitiçaria a exemplo da mãe e Adam que nasceu em 1969, mortal igual ao pai.

No Brasil
No Brasil A Feiticeira alcançou um grande sucesso, a exemplo de outras partes do mundo. Chegou por aqui em 1965, quando foi exibido pela extinta TV Paulista, onde foram mostrados os dois primeiros anos do programa. Em 1968 a série passou a ser exibida pela TV Excelsior, que exibiu também o terceiro ano e logo depois pela TV Record, que passou os episódios do quarto e quinto ano.
Na década de 1990 A Feiticeira foi mostrada pela Warner Channel e em 2000 pela Rede TV!, que exibiu as duas primeiras temporadas colorizadas por computador. Recentemente a série transferiu-se para a Rede 21.
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ZORRO - A SÉRIE DA DISNEY COM GUY WILLIANS



Zorro foi uma série de televisão americana que estreou em 1957 e rapidamente se tornou um sucesso mundial, marcando a cultura pop com a interpretação icônica de Guy Williams no papel principal. Produzida pela Walt Disney Productions, a série é ambientada na Califórnia espanhola do início do século XIX e segue as aventuras de Don Diego de la Vega, um nobre que adota a identidade secreta de Zorro, um justiceiro mascarado, para lutar contra a injustiça e a tirania.

Guy Williams trouxe um charme e uma presença única ao papel de Zorro, combinando habilidades de esgrima, equitação e uma personalidade carismática que conquistou o público. Com sua máscara preta, capa e espada afiada, Zorro se tornou um símbolo de resistência contra a opressão, defendendo os oprimidos e lutando contra a corrupção representada por personagens como o Capitão Monastário e o Sargento Garcia.

A série é conhecida por suas cenas de ação bem coreografadas, humor leve e uma narrativa envolvente que equilibrava aventura, romance e drama. A música tema de Zorro, composta por George Bruns e Norman Foster, também se tornou emblemática, ajudando a criar uma atmosfera emocionante para as aventuras de Zorro.

Apesar de ter durado apenas duas temporadas (1957-1959) com 78 episódios, "Zorro" deixou um impacto duradouro na televisão e na cultura popular. A interpretação de Guy Williams ajudou a definir o personagem de Zorro para gerações, e a série continua a ser lembrada como uma das produções mais queridas da Disney, celebrada por seu espírito de aventura e seu herói inspirador.

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BATMAN 1966


A série de televisão "Batman," exibida entre 1966 e 1968, é um marco na história dos super-heróis na TV. Criada por William Dozier e baseada nos quadrinhos da DC Comics, a série é conhecida por seu estilo vibrante e irreverente, que capturou o espírito do Batman da Era de Prata dos quadrinhos.

Adam West interpretou Batman (Bruce Wayne) e Burt Ward fez o papel de Robin (Dick Grayson), formando uma dupla icônica que se tornou um dos pares mais memoráveis da cultura pop. A série se destacou por seu tom leve e humorístico, com uma abordagem campy que contrastava fortemente com as representações mais sombrias do personagem em décadas posteriores.

O programa era famoso por seus visuais coloridos e cenários exagerados, refletindo um estilo visual inspirado nas histórias em quadrinhos da época. Cada episódio começava com um resumo da história, seguido de uma trama envolvente onde Batman e Robin enfrentavam uma galeria de vilões extravagantes, como o Coringa (Cesar Romero), a Mulher-Gato (Julie Newmar e Eartha Kitt), o Pinguim (Burgess Meredith) e o Charada (Frank Gorshin).

A série também é conhecida por suas icônicas onomatopeias visuais durante as cenas de luta, como "POW!" e "BANG!", que apareciam em caixas de texto coloridas e animadas. Essas sequências se tornaram um símbolo do estilo único do show.

Embora a série tenha sido cancelada em 1968 devido à diminuição da audiência, seu impacto duradouro na cultura popular é inegável. O estilo característico da série influenciou a representação de super-heróis na TV e no cinema e deixou uma marca indelével na história do entretenimento.

"Batman" de 1966 é lembrado com carinho por sua abordagem divertida e única ao universo do Cavaleiro das Trevas, oferecendo uma visão alegre e acessível do icônico herói que ainda é celebrada por fãs de todas as idades.

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PERDIDOS NO ESPAÇO 1965


A série de televisão "Perdidos no Espaço" (originalmente "Lost in Space"), que estreou em 1965 , é um clássico da ficção científica que se tornou um ícone da televisão americana. Criada por Irwin Allen, a série é conhecida por suas aventuras espaciais e temas de exploração intergaláctica.

"Perdidos no Espaço" segue a história da família Robinson, que viaja pelo espaço em uma missão de colonização. No entanto, sua nave, a Júpiter 2, é desviada de seu curso devido a um sabotador desconhecido e se perde no vasto universo. A família, composta pelo Dr. John Robinson (Guy Williams), sua esposa Maureen (June Lockhart), e seus filhos Judy (Marta Kristen), Penny (Angela Cartwright) e Will (Billy Mumy), enfrenta uma série de desafios e perigos enquanto tenta encontrar um caminho de volta para a Terra.

O robô "Robbie the Robot," com sua personalidade e habilidades características, é um dos destaques da série, desempenhando um papel vital na proteção e assistência à família Robinson. Seu icônico "Perigo, Perigo!" se tornou uma marca registrada e um elemento memorável da série.

"Perdidos no Espaço" foi conhecida por seus roteiros cheios de ação, efeitos especiais inovadores para a época e pela exploração de temas de ficção científica como a convivência com formas de vida alienígena e a sobrevivência em um ambiente desconhecido. A série também abordava temas familiares e morais, explorando a dinâmica e a resiliência da família Robinson em situações extremas.

Apesar de não ter sido um grande sucesso crítico durante sua exibição original, "Perdidos no Espaço" se tornou um culto ao longo dos anos, influenciando várias gerações de fãs e deixando uma marca duradoura na cultura popular. Sua combinação de aventuras espaciais, drama familiar e elementos de ficção científica a tornaram uma série memorável e amada.

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3 comentários:

  1. servidor nao encontrado, nao se consegue baixar nada, PALHACADA, BABAQUICE, FALTA DO QUE FAZER.

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  2. boa noite voce teria a 1 temporada de james west pra disponibilizar

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  3. o proprietário faleceu!... morte terrível, bagos esmagados por prensa hidráulica , coitado!

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