OS SUPER-HERÓIS DE ONTEM
E OS DE HOJE
Os super-heróis de ontem e os de hoje refletem as mudanças culturais e sociais de suas épocas, e uma analogia interessante pode ser feita comparando suas características e valores.
Super-heróis de Ontem:
Os heróis clássicos, como Superman, Batman e Mulher-Maravilha, surgiram em uma época de grandes crises, como a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Eles eram frequentemente representados como figuras idealizadas, com uma forte distinção entre o bem e o mal. Eram personagens quase perfeitos, que personificavam virtudes absolutas como justiça, coragem e moralidade. Suas histórias muitas vezes tinham um tom de esperança e patriotismo, com uma mensagem clara de que o bem sempre venceria o mal.
Analogias:
- Mitos antigos: Assim como os deuses da mitologia grega ou romana, os heróis de ontem eram maiores que a vida, quase invulneráveis e modelos de virtude.
- Líderes morais: Eram como figuras heróicas históricas (como George Washington ou Abraham Lincoln), que representavam a moralidade de forma clara, sem grandes ambiguidades.
Super-heróis de Hoje:
Os heróis contemporâneos, como Deadpool, Wolverine e os personagens de "The Boys", tendem a ser muito mais complexos, com falhas, dilemas morais e comportamentos ambíguos. A linha entre o herói e o vilão é mais difusa, e muitos super-heróis modernos lutam contra traumas pessoais, conflitos internos e a responsabilidade de seus poderes. Eles refletem uma era de incerteza e complexidade, em que questões como corrupção, moralidade relativa e a luta por identidade têm mais destaque.
Analogias:
- Anti-heróis: Muitos super-heróis de hoje se assemelham aos protagonistas dos filmes noir ou westerns revisionistas, que eram moralmente ambíguos e frequentemente lutavam contra um mundo injusto ou corrupto.
- Heróis cotidianos: Em vez de figuras imaculadas, os heróis atuais são mais como pessoas comuns que enfrentam problemas reais, como depressão, solidão e perda de identidade, tornando-os mais parecidos com indivíduos da vida real, que tentam fazer o bem em um mundo imperfeito.
OS MÚSCULOS NA COTRAMÃO DA LÓGICA
Os super-heróis dos dias atuais, que são apresentados ao público, nos cinemas, tv's e gibis, estão extremamente bombados e anabolizados, se bem que, nos gibis, dependendo dos criadores, músculos ao extremo também era uma temática constante. Mas na onda contemporânea dos multiversos, nem sempre a musculatura avantajada condiz com a lógica da própria existência da personagem. Vamos usar como evidência o Superman: qual a razão para que este super-herói seja construído de forma tão artificial e estilizado, além de bombadaço ainda o fazem usar uma indumentária cheia de almofadas pra deixar ainda mais exagerado o seu biotipo se, como todo o universo é sabedor, os seus poderes são inerentes a sua própria existência, ou seja, eles existem desde a sua origem, está em seu DNA. Então, logicamente, não faz sentido ele usar anabolizantes e bombas. Não é razoável, não é lógico, mesmo se tratando de tantos universos e terras infinitas.
Já o Batman, este sim, é o único super-herói que não tem super poderes, então nesse caso se justifica que ele tenha muitos músculos para que tenha força bruta, e seja treinado em várias artes marciais para fazer frente aos seus adversários do submundo do crime em Gotham City. O Batman precisa ser um super atleta, e ainda contar com todos aqueles seus dispositivos tecnológicos para combater o crime.
Mas, infelizmente, nessa contramão da lógica, o Batman é a exceção. Todos os super-heróis com seus super poderes não necessitariam de ter tantos músculos. Mas alguns podem justificar que plasticamente fica bonito e impactante - impactante com certeza, bonito, porém, talvez não seja um consenso.
Conclusão:
Enquanto os super-heróis de ontem eram símbolos de esperança e moralidade clara, os de hoje refletem as complexidades e incertezas do mundo contemporâneo, lidando com questões mais profundas e mostrando que até os heróis têm falhas. Assim, se antes os super-heróis eram os deuses que admirávamos, hoje são os seres humanos com quem nos identificamos.
